A selecção norte-americana está a preparar-se para aquela que poderá ser a sua caminhada mais histórica de sempre, ao disputar um Mundial em casa pela primeira vez desde 1994. O calendário já está definido: os norte-americanos vão percorrer os Estados Unidos de costa a costa, com jogos em estádios icónicos e horários que prometem pôr o país inteiro a vibrar, mesmo nas horas mais tardias.
A aventura da equipa dos Estados Unidos começou a 12 de Junho no SoFi Stadium, em Los Angeles, onde derrotaram categoricamente o Paraguai por 4-1 num ambiente electrizante. Este recinto, também conhecido como Los Angeles Stadium para efeitos do torneio, já recebeu eventos de dimensão planetária como o Super Bowl, mas nunca uma estreia tão aguardada em Mundiais desde o verão de 94. Segue-se a 19 de Junho o embate frente à Austrália, desta feita a norte, em Seattle, no Lumen Field — o estádio dos Seattle Seahawks e palco de grandes noites de desporto americano. A fase de grupos encerra novamente em Los Angeles, a 25 de Junho, frente à Turquia, num jogo que poderá ser decisivo para garantir um lugar privilegiado no sorteio dos oitavos-de-final.

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A importância deste percurso não se esgota na mera geografia. Jogar sempre em casa, perante adeptos fervorosos, pode ser a chave para um desempenho inédito da USMNT. O apoio nas bancadas será transversal — desde o calor latino da Califórnia à paixão do noroeste em Seattle — e muitos acreditam que esta vantagem pode catapultar os Estados Unidos para a melhor prestação do seu historial. A expectativa é enorme: o país inteiro quer ver até onde pode ir a geração de Christian Pulisic, Weston McKennie e companhia, agora com um plantel cada vez mais competitivo e experiente em grandes palcos europeus.
O seleccionador Gregg Berhalter sublinhou, no final do triunfo inaugural: “Sabemos o que significa jogar em casa e queremos aproveitar cada momento. O público foi incrível e prometemos lutar até ao fim“. Já Pulisic, a estrela maior da equipa, reforçou: “Sentimos o apoio de todos. Queremos fazer história neste Mundial”. Estas palavras ecoam um sentimento de ambição renovada, com os jogadores conscientes da responsabilidade que carregam.
Consoante o desempenho na fase de grupos, o percurso da equipa pode levá-los a diferentes estádios míticos: vencer o grupo D garante um jogo nos oitavos-de-final no Levi’s Stadium, na Bay Area de São Francisco, a 1 de Julho. Caso terminem em segundo lugar, rumarão a Dallas para defrontar o adversário nos oitavos no AT&T Stadium, a 3 de Julho. O terceiro posto abre um leque de possibilidades, incluindo jogos em Boston (Gillette Stadium), Nova Jérsia (MetLife Stadium) ou Kansas City (Arrowhead Stadium), dependendo do emparelhamento final.
A caminhada poderá depois passar por Seattle ou Atlanta nos oitavos, e Los Angeles ou Kansas City nos quartos-de-final. As meias-finais serão disputadas em Dallas (AT&T Stadium) ou Atlanta (Mercedes-Benz Stadium), com a tão sonhada final agendada para o MetLife Stadium, em Nova Jérsia, a 19 de Julho. Não está fora de hipótese um eventual jogo no Canadá (Vancouver), caso a classificação assim o determine, embora seja pouco provável.
O impacto desta distribuição geográfica vai muito além da logística: obriga a USMNT a adaptar-se rapidamente a diferentes fusos horários, climas e ambientes, mas também permite maximizar o efeito de jogar perante multidões maioritariamente favoráveis. O caminho para a glória será, no entanto, tudo menos fácil, num Mundial onde a pressão é máxima e as expectativas estão no auge.
O próximo passo para a equipa dos Estados Unidos é confirmar o favoritismo na fase de grupos e garantir o melhor apuramento possível, evitando cruzamentos complicados logo nas primeiras rondas a eliminar. Um eventual percurso até à final poderá consolidar a posição do futebol norte-americano numa altura em que o país se prepara para receber também os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028. O mundo estará atento: será desta que a USMNT se afirma como potência mundial? Tudo depende de como os jogadores vão responder ao peso e ao privilégio de jogar em casa, com milhões de olhos postos neles em cada encontro.
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