Terça-feira, Janeiro 27, 2026

Fletcher pede bênção a Ferguson antes de assumir como treinador interino

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Darren Fletcher, o novo treinador interino do Manchester United, revelou que procurou a bênção do lendário Sir Alex Ferguson antes de assumir o comando da equipa. A decisão vem na sequência da demissão de Ruben Amorim e marca um momento de renovação no clube, que enfrenta um período tumultuoso. Fletcher, que será responsável pela equipa na deslocação a Burnley para a Premier League e no confronto da FA Cup contra o Brighton, não escondeu a importância dessa conversa com o seu antigo mentor.

“Não gosto de tomar decisões importantes sem primeiro falar com o Sir Alex”, afirmou o ex-jogador e agora treinador, com 41 anos. “Tenho uma relação muito boa com ele, por isso queria falar com ele antes de tudo e, para ser honesto, obter a sua bênção. Ele merece esse respeito.” A decisão de Fletcher em consultar Ferguson, que estava presente no Elland Road durante o último jogo de Amorim, destaca a influência duradoura do técnico escocês na cultura do Manchester United.

Fletcher, que fez mais de 300 jogos pelo clube, expressou que, enquanto funcionário do Manchester United, a sua prioridade é sempre o bem-estar do clube. “Quando és um funcionário do clube, o teu trabalho é dar o teu melhor pelo Manchester United. É algo que tento viver e acreditar todos os dias”, acrescentou, refletindo sobre a sua nova função enquanto enfrenta as críticas e a pressão que vêm com o cargo.

O ex-treinador Amorim, que deixou a equipa após um empate dececionante contra o Leeds, fez observações contundentes sobre a influência que os comentadores, em particular o ex-capitão Gary Neville, exercem sobre as decisões do clube. Fletcher, que partilhou o balneário com vários desses críticos, reconhece a dificuldade que a atual equipa enfrenta ao lidar com a pressão exterior. “Não podes pedir-lhes que sejam mais brandos connosco, porque são caras apaixonadas, têm direito à sua opinião e são realmente bons”, disse.

O novo treinador interino também revelou que, devido à falta de tempo, não conseguiu conversar individualmente com todos os jogadores, limitando-se a discussões com o capitão Bruno Fernandes e alguns dos novos reforços, como Matheus Cunha e Benjamin Sesko. “O ruído exterior é difícil de lidar porque esses jogadores ganharam tudo. Eles têm sucesso atrás deles e têm troféus. É difícil criticá-los de volta, porque têm as suas medalhas na mesa”, comentou.

Fletcher também mencionou que tentou entrar em contacto com Amorim, que deu a oportunidade ao seu filho Jack de estrear na equipa, mas ainda não conseguiu falar com ele. “Gostaria de ter essa conversa porque tive uma boa relação com o Ruben e ele foi ótimo comigo. Mas é importante seguir em frente rapidamente. O futebol é um jogo cruel, por isso é essencial que tentemos criar um pouco de energia e espírito”, concluiu.

Com um histórico impressionante no Manchester United e agora a liderar a equipa numa fase crítica, Fletcher terá a tarefa monumental de restaurar a confiança e a performance dos Red Devils. O futuro imediato do clube depende da sua capacidade de unir os jogadores e devolver a grandeza ao Old Trafford.

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