Gianluca Prestianni, o jovem talento de apenas 20 anos do Benfica, enfrenta uma suspensão que o impedirá de participar no crucial segundo jogo da Liga dos Campeões contra o Real Madrid. A decisão surgiu após acusações de abuso racial feitas pelo astro brasileiro Vinicius Junior durante o primeiro jogo da eliminatória, que resultou numa vitória de 1-0 para os merengues. A tensão aumentou quando Vinicius alegou ter sido alvo de insultos raciais após celebrar o seu golo, levando o árbitro a interromper a partida e a ativar o protocolo anti-racismo, que durou cerca de 10 minutos.
Os jogadores do Real Madrid, incluindo Kylian Mbappé, mostraram apoio a Vinicius, enquanto Prestianni e o Benfica negaram veementemente as acusações. O jovem jogador alegou que Vinicius o havia mal interpretado e lamentou as ameaças recebidas por parte dos jogadores do Real Madrid, afirmando: “Nunca fui racista e lamento as ameaças que recebi.”
A UEFA, por sua vez, decidiu aplicar uma suspensão provisória a Prestianni, que foi anunciada em 23 de fevereiro, apenas dois dias antes do esperado confronto no Santiago Bernabéu. A entidade máxima do futebol europeu iniciou uma investigação sobre as alegações de comportamento discriminatório, e enquanto isso, o jogador ficará de fora do jogo decisivo. Benfica já manifestou a intenção de recorrer da decisão, embora reconheça que a apelação pode não ter impacto imediato, dada a proximidade da partida.
A UEFA declarou: “Após a nomeação de um Inspetor de Ética e Disciplina da UEFA para investigar alegações de comportamento discriminatório durante o jogo entre SL Benfica e Real Madrid CF, a UEFA Control, Ethics and Disciplinary Body decidiu suspender provisoriamente o Sr. Gianluca Prestianni por violação do Artigo 14 do Regulamento Disciplinar da UEFA.” O órgão também afirmou que a decisão não prejudica qualquer sanção futura que possa ser imposta após a conclusão da investigação.
Se Prestianni for considerado culpado, ele poderá enfrentar uma suspensão de até 10 jogos, o que seria um golpe devastador para o seu futuro no clube e na sua carreira. O Benfica, por sua vez, reafirmou seu compromisso em combater a discriminação, citando a figura histórica de Eusébio, uma lenda do clube, e enfatizando que a luta contra o racismo é parte fundamental da sua identidade.
O incidente provocou reações contundentes, incluindo um post de Vinicius nas redes sociais, onde ele descreveu os racistas como “covardes” e criticou a falta de punição para esses atos. Mbappé e Aurelien Tchouameni também se manifestaram, alegando que ouviram Prestianni pronunciar ofensas raciais, enquanto este se defendeu dizendo que foi mal interpretado e que, na verdade, dirigiu um insulto homofóbico a Vinicius.
Com a investigação da UEFA a decorrer, o futuro de Gianluca Prestianni no futebol europeu pende na balança. A pressão está em alta, e a comunidade futebolística aguarda ansiosamente o desfecho deste caso que não só afeta a carreira do jogador, mas também levanta questões cruciais sobre racismo no desporto. A resposta final da UEFA poderá não apenas determinar a sanção de Prestianni, mas também impactar a forma como o futebol europeu lida com questões de discriminação no futuro.
