Scottie Scheffler, o nº1 mundial de golfe, não escondeu a sua frustração após a derrota no Masters 2026, levantando uma polémica que promete dar que falar nas semanas seguintes. O americano, que esteve na luta pelo título no lendário Augusta National Golf Course, criticou abertamente a “firmeza desigual” do campo, uma questão que pode ter influenciado diretamente o desfecho do torneio.
Depois de uma última ronda de 68 golpes, que lhe valeu a subida de cinco posições na tabela classificativa, Scheffler terminou sozinho no segundo lugar, a um único golpe do vencedor Rory McIlroy, que fechou o torneio com impressionantes 122 abaixo do par. Em conferência de imprensa, o golfista não poupou palavras para expressar o seu descontentamento com as condições do campo, sobretudo no que diz respeito à variação da firmeza do relvado entre os primeiros e os últimos dias do torneio.
“Não sou eu quem decide o layout do campo,” afirmou Scheffler, “mas teria gostado que a firmeza fosse mais uniforme na quinta e sexta-feira. Fiquei surpreendido com a suavidade do campo na sexta à tarde, especialmente porque o dia foi a acabar. Claro que o tempo também muda, e estava um pouco ventoso na quinta, por isso nunca se sabe.” O número um mundial reconheceu que as alterações climáticas fazem parte do jogo ao ar livre, mas deixou claro que a sua performance na sexta-feira, quando não conseguiu atingir um resultado abaixo do par, prejudicou seriamente as suas hipóteses de vitória.
Scheffler explicou ainda que, apesar de ter começado o fim de semana a doze tacadas do líder, conseguiu recuperar de forma impressionante para ficar a apenas um ponto de McIlroy. “Foi uma excelente recuperação,” disse, “mas no golfe, cada detalhe conta.”
O percurso do americano no Masters 2026 foi uma montanha-russa: começou com uma ronda inicial de 70, seguida por uma queda para 74 no segundo dia. Contudo, Scheffler reagiu com uma impressionante ronda de 65 no sábado, antes de fechar o torneio com 68 no domingo, somando um total de 11 abaixo do par.
Este Masters surge numa fase em que Scheffler tem mostrado grande regularidade no PGA Tour, após a vitória no American Express no início da temporada, um terceiro lugar empatado no WM Phoenix Open, e bons desempenhos no AT&T Pebble Beach Pro-Am e no Genesis Invitational.
No topo da classificação do Masters 2026, Rory McIlroy destaca-se com um total de 122 abaixo do par, seguido de Scottie Scheffler em segundo com 11 abaixo. A lista dos melhores inclui ainda nomes sonantes como Tyrrell Hatton, Russell Henley, Justin Rose e Cameron Young, todos empatados no terceiro lugar com 10 abaixo do par.
Este episódio levanta questões sobre a consistência e justiça na preparação dos campos em torneios de alto nível, colocando em debate um tema sensível que pode influenciar futuras decisões na organização do Masters e demais campeonatos de golfe. Scheffler, com a sua voz firme e posicionamento claro, promete continuar a ser uma figura de destaque tanto dentro como fora do campo.
Com o Masters 2026 já nos livros de história, a polémica sobre a “firmeza desigual” do Augusta National está longe de se extinguir, e os olhos do mundo do golfe estarão atentos às repercussões que esta crítica poderá ter nos próximos eventos.
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