A situação no Crystal Palace está a atingir um ponto crítico, e o treinador Oliver Glasner não hesita em assumir a responsabilidade. Numa recente conferência de imprensa, Glasner fez declarações contundentes sobre a sua capacidade de liderar a equipa, afirmando: “Não sou bom o suficiente” para resolver os problemas atuais do clube. Esta revelação surge em meio a rumores de que a sua saída de Selhurst Park pode ser antecipada, muito antes do final da temporada.
A pressão sobre o técnico austríaco tem aumentado, especialmente após uma sequência desastrosa de apenas uma vitória em 15 jogos em todas as competições, incluindo um decepcionante empate 1-1 contra o Zrinjski na Liga Conferência. A situação é ainda mais complicada com a venda de jogadores-chave, como o capitão Marc Guehi para o Manchester City e Eberechi Eze para o Arsenal, deixando o plantel fragilizado.
Glasner, que já anunciou que não renovará o contrato que expira no verão, confrontou a dura realidade do seu desempenho: “Estou sempre a ser realista, e não estamos no nosso melhor momento agora. E, para ser honesto, entendo e assumo a responsabilidade por tudo, porque sou responsável por toda a equipa.” Ele reconhece que não conseguiu integrar os novos jogadores de forma a manter o nível de desempenho do passado.
“Eu fui bom o suficiente na temporada passada”, acrescentou Glasner, refletindo sobre a época anterior, em que levou o Crystal Palace a conquistar a FA Cup e obteve 32 pontos em 26 jogos. Contudo, a atual campanha está longe de ser satisfatória, e o treinador destaca que, apesar de toda a frustração, a equipa ainda está a ter um desempenho melhor do que em muitos dos últimos anos.
Face à pergunta sobre se se sente capaz de liderar a equipa até ao fim da temporada, Glasner respondeu com cautela: “Vamos ver. Eu sempre disse que dependemos dos nossos jogadores.” Ele defende que, apesar dos resultados, o compromisso dos atletas não diminuiu desde que anunciou a sua saída, enfatizando que eles jogam não apenas para ele, mas para o próprio Crystal Palace.
A situação da equipa na Premier League é preocupante. Embora estejam a oito pontos acima da zona de despromoção, Glasner não se sente confortável: “Não acho que o Crystal Palace esteja seguro, especialmente quando vejo as equipas atrás de nós.” Com equipas como West Ham a somar pontos, a luta pela manutenção continua a ser uma realidade.
O futuro de Glasner e do Crystal Palace está nas mãos dos jogadores, que têm a oportunidade de se redimirem na Liga Conferência, tornando-se a única possibilidade de voltar a jogar futebol europeu. “Fazer isso de forma consecutiva seria uma conquista incrível – não para Oliver Glasner, mas para os jogadores”, concluiu, deixando claro que o foco deve permanecer na equipa e no que ainda está por vir nesta temporada tumultuada.
