Quarta-feira, Fevereiro 18, 2026

Guardiola responde a críticos e defende sucesso do Manchester City

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Pep Guardiola, o cérebro por trás do sucesso do Manchester City, lançou um ataque mordaz às críticas que afirmam que a sua equipa comprou o sucesso, defendendo que os feitos do clube merecem mais reconhecimento do que o que recebem. Em declarações provocativas, Guardiola afirmou que as conquistas do City superam largamente os seus gastos, numa altura em que a equipa se prepara para enfrentar o Newcastle na segunda mão da meia-final da EFL Cup.

A janela de transferências de janeiro viu o Manchester City reforçar-se com a aquisição de Antoine Semenyo e Marc Guehi, enquanto permitiu a saída de Oscar Bobb e Stefan Ortega, resultando num gasto líquido de cerca de 55 milhões de libras. No entanto, Guardiola não hesitou em destacar a disparidade no investimento quando comparado com os seus concorrentes na Premier League, revelando-se algo desapontado pela posição do clube em termos de gastos líquidos.

“Estou um pouco triste e chateado porque, em termos de gastos líquidos nos últimos cinco anos, o Manchester City ocupa o sétimo lugar na Premier League. Eu quero estar em primeiro!” expressou Guardiola, visivelmente incomodado. “Não entendo como o clube não gasta mais dinheiro. Estou um pouco rabugento com isso.” Esta declaração não é apenas uma crítica, mas um alerta aos clubes que despenderam mais na última meia década.

Ao analisar os dados, Guardiola enfatizou que, entre os sete principais gastadores da Premier League nos últimos cinco anos, o Manchester City aparece em sétimo lugar, com gastos de 396 milhões de libras. Em comparação, Manchester United (£675m), Arsenal (£663m), Chelsea (£651m), Tottenham (£574m), Newcastle (£424m) e Liverpool (£420m) todos investiram mais. “Boa sorte para os seis clubes que estão à nossa frente em gastos líquidos nos últimos cinco anos, estou à espera…” desafiou Guardiola, numa provocação que não deixará de gerar ondas na imprensa desportiva.

Além das questões financeiras, Guardiola também abordou a necessidade de o City melhorar o seu desempenho na segunda parte dos jogos. O empate 2-2 com o Tottenham deixou a equipa a seis pontos dos líderes, Arsenal, um resultado desapontante, considerando que dominaram a primeira parte. “É a realidade. Na segunda parte, deixámos escapar o que mostramos na primeira. É a equipa mais jovem que temos em 10 anos e talvez precisemos de viver isso e parar de tentar fazer o que fizemos nas primeiras partes. Temos que crescer com isso, definitivamente,” concluiu o treinador.

À medida que o Manchester City se prepara para o próximo desafio, as palavras de Guardiola ecoam como um lembrete às competições e críticos: o sucesso não é apenas uma questão de dinheiro, mas também de talento, dedicação e, acima de tudo, a capacidade de aprender e evoluir.

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