O Manchester City enfrenta uma nova tempestade no setor defensivo com a confirmação de que Josko Gvardiol ficará de fora por um “longo tempo” devido a uma fratura na perna, resultado do confronto com o Chelsea que terminou em um empate 1-1. Este revés agrava ainda mais a crise de lesões na defesa, onde Ruben Dias também se juntou à lista de ausências com uma lesão muscular que o afastará dos relvados por várias semanas.
Pep Guardiola, o astuto comandante da equipa, abordou a situação em uma coletiva de imprensa antes do embate contra o Brighton, revelando detalhes preocupantes. “Dias? É uma lesão muscular. Quatro a seis semanas. Gvardiol está fora por um longo tempo”, declarou Guardiola, deixando claro que a situação não é fácil para a equipa.
A ausência de Gvardiol é um duro golpe para o City, mas não é a única preocupação. O esquecido John Stones também continua a lutar contra lesões persistentes, que o mantiveram longe dos gramados na maior parte das últimas épocas. Guardiola comentou: “Ele é um jogador realmente importante para nós. Estava lesionado por muito tempo na última temporada e, aparentemente, este ano está a ser o mesmo. Ele está a tentar fazer de tudo, mas não está em forma.”
Apesar das dificuldades, Guardiola mantém-se otimista. “Todos sabem que a situação das lesões é complicada. Temos Nathan Ake de volta, um defesa central. Max Alleyne regressou do empréstimo no Watford. Agradecemos ao Watford pelo que fizeram pelo jovem. Essa é a situação. Podemos aguentar.”
Entretanto, há rumores que ligam o City a uma possível contratação do defesa central inglês Marc Guehi, cuja situação contratual no Crystal Palace poderá torná-lo disponível a um preço acessível. Contudo, Guardiola foi claro ao afirmar que a prioridade do clube é equilibrar as necessidades imediatas com a sustentabilidade a longo prazo. “Temos seis ou sete lesionados. Se tivermos 35 jogadores na equipa, isso não pode ser financeiramente sustentável. Temos que ajustar os números financeiramente, mas fiquei realmente satisfeito com o plantel que tivemos na pré-temporada e até agora. É o que é. Durante os anos, isso acontece às vezes”, explicou.
Guardiola, que no ano passado gastou cerca de 180 milhões de libras em contratações, não espera repetir a mesma abordagem este mês. “Talvez possamos conseguir algo, mas é completamente diferente [da última temporada]. Não vamos comprar quatro ou cinco jogadores como na última vez”, afirmou, estabelecendo um tom de prudência.
O Manchester City entra no jogo contra o Brighton após duas partidas sem vencer, tendo empatado com Sunderland e Chelsea, o que resultou em uma desvantagem de seis pontos em relação ao líder Arsenal. A pressão está a aumentar, e a capacidade da equipa de superar estas adversidades será testada nos próximos jogos. Guardiola, no entanto, está confiante: “Josko e Ruben voltarão em breve, assim como John, e os jogadores da AFCON também retornarão. Vamos sobreviver a este período e avançar para o próximo. Estou tão confiante e positivo que o conseguiremos.”
