Investigação a Gianluca Rocchi por fraude desportiva arquivada por falta de provas

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A investigação que abalou o futebol italiano ao colocar Gianluca Rocchi, designador de árbitros, sob suspeita de fraude desportiva, está prestes a ser arquivada por falta de provas. O escândalo, que eclodiu a 25 de Abril quando Rocchi foi formalmente investigado pelo procurador de Milão, Maurizio Ascione, parecia destinado a abalar os bastidores da arbitragem, mas perdeu força nas últimas semanas.

O inquérito centrou-se sobretudo em alegados favorecimentos na época 2024-25, com acusações de que Rocchi teria preterido certos árbitros por serem “não apreciados” por alguns clubes, nomeadamente o Inter. Uma das suspeitas mais graves apontava para uma suposta tentativa de influência direta, ao ter batido no vidro da cabine do VAR no centro de Lissone, próximo de Milão, para condicionar decisões em tempo real.

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Após meses de interrogatórios, tudo indica que as autoridades não conseguiram reunir elementos suficientes para prosseguir com o processo. Segundo avançou o jornal La Gazzetta dello Sport, Gianluca Rocchi optou inicialmente por exercer o direito de não responder às questões, mas, chamado novamente há poucos dias, prestou declarações durante quatro horas aos investigadores. Este desenvolvimento resultou numa alteração das imputações, sendo retirada a acusação relativa ao alegado toque no vidro da cabine do VAR, que constituiria uma violação grave dos protocolos.

Mantém-se, contudo, a suspeita de que Rocchi terá evitado nomear determinados árbitros para jogos do Inter, alegadamente porque o clube “não apreciava” as suas prestações, preferindo outros nomes. A investigação refere casos como a nomeação de Maurizio Mariani para o Torino-Inter em Abril de 2026, numa altura em que o Scudetto já estava decidido, e a atribuição de Gianluca Manganiello ao Inter-Verona em Maio de 2025, em detrimento de Simone Sozza, por alegada antipatia do clube para com este último.

Contudo, o verdadeiro entrave ao avanço do processo reside no facto de as comunicações interceptadas não terem ocorrido com representantes do Inter, mas sim entre membros do universo da arbitragem que partilharam preocupações do clube sobre certos árbitros. Não havendo indícios de conluio direto com o Inter, torna-se impossível sustentar juridicamente as suspeitas, até porque nem o clube nem qualquer dos seus dirigentes foram alvo de investigação formal.

Com o arquivamento iminente do caso, Gianluca Rocchi deverá manter-se à frente da arbitragem italiana, enquanto o futebol transalpino procura digerir mais um episódio de suspeição que, ao que tudo indica, não terá consequências judiciais ou desportivas.

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