Juventus prestes a uma revolução interna: Spalletti ganha poder absoluto nas contratações enquanto Comolli enfrenta mudanças drásticas
O turbulento cenário interno da Juventus está prestes a sofrer uma revolução de impacto. John Elkann, proprietário do clube, prepara-se para uma reunião decisiva com o treinador Luciano Spalletti e o CEO Damien Comolli, com a intenção clara de redefinir as responsabilidades dentro da estrutura do clube. A grande novidade? O técnico italiano poderá finalmente assumir um controlo muito mais firme sobre o mercado de transferências, numa mudança que promete abalar os alicerces da gestão bianconera.
Após uma temporada desastrosa que culminou na falha da Juventus em garantir a qualificação para a Liga dos Campeões, o clube parece estar determinado a alterar o rumo. Ao contrário do Milan, que prepara grandes revoluções no plantel, a Juventus deverá apostar numa manutenção relativa do plantel, focando-se, sobretudo, numa reorganização interna para evitar novos desaires.
Segundo avançou a Gazzetta dello Sport, a reunião entre Elkann, Spalletti e Comolli está iminente, possivelmente já hoje, e será crucial para reavaliar a estrutura organizativa da Juventus. Spalletti não escondeu o seu descontentamento e exigiu uma maior autonomia na tomada de decisões do mercado, uma reivindicação que o proprietário percebe como legítima. Assim, Comolli terá de se adaptar e colaborar de forma mais estreita com o treinador nas decisões sobre as entradas e saídas do clube.
O diário Tuttosport reforça que Elkann promete exigir “mais flexibilidade” a Comolli, delegando claramente a Spalletti as escolhas que dizem respeito ao seu “campo de influência, especialmente no mercado de transferências”. Esta é uma mudança de paradigma brutal na política de contratações da Juventus, que até aqui vinha sendo dominada por decisões mais centralizadas e, por vezes, controversas.
A tensão entre Spalletti e Comolli não é novidade. Relatórios anteriores revelaram múltiplos desentendimentos entre os dois sobre escolhas no mercado e na gestão do clube, deixando claro que a atual estrutura não tem funcionado. De acordo com Tuttosport, Comolli já terá admitido que o modelo baseado em algoritmos para as contratações será reduzido, dando lugar a uma visão mais alinhada com as necessidades e desejos do treinador.
Não se trata apenas de uma mudança de poderes. A Juventus também pondera o regresso de Matteo Tognozzi, atual diretor desportivo do Rio Ave, que já trabalhou no Allianz Stadium como chefe de scouting. O regresso de Tognozzi conta com o apoio de figuras influentes como Giorgio Chiellini, mas nem todos no clube estarão convencidos da sua volta, o que poderá gerar novas divisões internas.
Nos últimos meses, a Juventus já sofreu uma revolução estrutural significativa, com a chegada de Damien Comolli, primeiro como diretor-geral e depois como CEO, bem como a nomeação de François Modesto como diretor técnico e Marco Ottolini como diretor desportivo. Contudo, estas mudanças não foram suficientes para garantir sucesso, e agora Elkann prepara-se para uma nova onda de alterações, com Spalletti a ganhar o controlo que sempre exigiu.
O futuro da Juventus parece estar a ser redesenhado, e a forma como gerirão o mercado de transferências pode ser decisiva para o regresso do clube aos grandes palcos europeus. Resta saber se a nova dinâmica entre Spalletti e Comolli trará a estabilidade e a eficácia que a equipa precisa – ou se as tensões internas continuarão a corroer o gigante de Turim.
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