Barcelona deu um passo gigante rumo ao título de La Liga ao vencer o Atlético de Madrid por 2-1 numa partida eletrizante no Metropolitano, marcada por um jogo tático intenso e um golo decisivo nos minutos finais do avançado Robert Lewandowski. Apesar da resistência feroz do Atlético, que jogou quase toda a segunda parte reduzido a 10 homens, os blaugrana conseguiram ampliar a vantagem na liderança da tabela para sete pontos, colocando a pressão direta sobre os rivais.
O Atlético apresentou uma equipa bastante rotacionada, ausente de cinco jogadores-chave e sem Julian Álvarez e David Hancko, poupados para compromissos futuros. Do lado do Barcelona, o técnico Hansi Flick apostou numa estratégia ousada ao colocar Dani Olmo como falso nove, deixando Ferran Torres e Lewandowski inicialmente no banco, numa tentativa de desequilibrar a defesa adversária.
O jogo começou com ambos os lados a explorar os espaços deixados por uma pressão agressiva, e logo aos 10 minutos Antoine Griezmann mostrou perigo ao fintar Pau Cubarsi e Ronald Araújo, mas não conseguiu concretizar. O jovem prodígio Lamine Yamal brilhou com dois passes exteriores que levaram Fermin López a rematar, mas a defesa do Atlético e o guarda-redes Musso negaram o golo.
Foi o Atlético que primeiro marcou, numa jogada surpreendente iniciada por Clement Lenglet, que lançou Giuliano Simeone para o 1-0 aos 40 minutos. A resposta do Barcelona não tardou: três minutos depois, Rashford, partindo da sua própria metade, deixou Nahuel Molina no chão com uma finta e assistiu Olmo para o empate, num contra-ataque rápido e eficaz.
O ponto alto do jogo foi a expulsão direta de um defesa improvisado do Atlético, após uma falta clara sobre Lamine Yamal já nos descontos da primeira parte, deixando a equipa de Diego Simeone em inferioridade numérica. No início da segunda parte, o Barcelona teve ainda receio de um segundo cartão vermelho para Gerard Moreno, mas o VAR anulou a decisão.
Reduzido a 10 jogadores, o Atlético recuou em bloco, montando uma defesa em forma de “árvore de Natal” para resistir ao domínio quase total do Barcelona, que manteve a posse e criou várias oportunidades, com destaque para as invenções de Lamine Yamal, que quase assinou o golo da época. No entanto, a muralha defensiva colchonera manteve-se firme, frustrando as investidas dos catalães.
Com o desgaste a sentir-se, Simeone lançou jovens talentos como Taufik Seidu e Javi Morcillo, enquanto o Barcelona teve de substituir Ronald Araújo e Marc Bernal por lesão, com Ferran Torres a entrar para causar perigo constante junto da baliza do Atlético. O domínio blaugrana foi evidente, mas o golo da vitória só chegou já nos minutos finais. João Cancelo, outra vez num duelo particular com Molina, fez um remate potente defendido por Musso, mas Lewandowski, sempre oportuno, apareceu para empurrar para o fundo da baliza e garantir os três pontos.
Diego Simeone pode retirar motivos de esperança da performance ofensiva do seu Atlético, sobretudo na primeira parte, onde conseguiram desmontar a linha alta do Barcelona com eficácia. Já Hansi Flick tem motivos para estar satisfeito, principalmente pelo desempenho coletivo e individual, como o talento de Lamine Yamal e a criatividade de Dani Olmo, mesmo que este último não tenha marcado. Contudo, a euforia pode ser temperada pelas preocupações com eventuais lesões e o desgaste físico antes do crucial embate da Champions League.
Esta vitória coloca o Barcelona numa posição de força evidente na luta pelo título, mas também revela as fragilidades do Atlético em gerir lesões e manter a eficácia defensiva contra equipas que sabem explorar espaços como os catalães. O duelo tático entre Flick e Simeone continua a prometer grandes emoções nas próximas semanas.
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