As duas primeiras partidas da Premier League em Anfield culminaram em empates, colocando a equipa de Liverpool sob pressão inicial. Este é apenas o terceiro cenário em 63 anos em que os Reds não conseguiram vencer os dois primeiros jogos em casa de uma temporada, um arranque que não é, de maneira alguma, o que o novo treinador Andoni Iraola sonhava. Após uma exibição encorajadora contra o Atlético de Madrid na Liga dos Campeões, onde a equipa mostrou grande intensidade, o empate sem golos contra o Fulham foi um desfecho decepcionante, especialmente considerando que os Cottagers chegaram ao encontro com pouca confiança, tendo sofrido sete golos nos três primeiros desafios da liga.
O Liverpool apresentou-se fisicamente e mentalmente fatigado, parecendo uma sombra da equipa que derrotou o conjunto de Diego Simeone, que chegou às meias-finais da Champions na temporada passada. Esta foi a primeira verdadeira demonstração de como o estilo de jogo de Iraola irá lidar com uma agenda de dois jogos por semana, e o que se viu não agradou nem ao treinador, nem aos adeptos que preencheram Anfield. Iraola, que tem defendido a importância da identidade e intensidade no jogo, reconheceu que faltaram oportunidades de golo na partida contra o Fulham. “O que faltou foi bastante claro, foi o primeiro jogo em que tivemos problemas para criar oportunidades e marcar golos, e essa é a razão principal pela qual não conseguimos fazer a diferença ofensivamente”, afirmou.
Apesar de a equipa ainda estar invicta, a contabilização de seis pontos nos primeiros quatro jogos da Premier League é considerada insatisfatória, uma vez que quatro pontos foram perdidos em casa contra Nottingham Forest e Fulham. O guarda-redes Alisson expressou descontentamento com a situação, dizendo à Sky Sports: “Não estamos felizes com o empate. Não é algo que deva acontecer com o Liverpool. Para estarmos invictos, mas com três empates, não é algo a celebrar muito com esta camisola.” Ele ainda frisou a necessidade de uma melhor preparação mental para os jogos consecutivos.
O trio ofensivo de 364 milhões de libras, composto por Alexander Isak, Bradley Barcola e Florian Wirtz, teve a sua primeira oportunidade juntos numa partida da liga, mas, embora o Liverpool tenha criado algumas chances, a produção ofensiva foi aquém do esperado. Isak, por exemplo, teve apenas 16 toques na bola em 90 minutos, o que é um dos números mais baixos para um jogador de campo da equipa. Iraola reconheceu que a falta de frescura foi evidente, afirmando: “Apenas me lembro de uma oportunidade clara para o Fulham e mantivemos a estrutura, mas ofensivamente precisamos de fazer muito melhor.”
Com a entrada de vários jogadores durante a segunda parte, incluindo Milos Kerkez e Cody Gakpo, a equipa não conseguiu mostrar melhorias significativas. A situação coloca o Liverpool numa posição delicada, e Iraola terá de encontrar rapidamente soluções para revitalizar a sua equipa, que enfrenta um calendário exigente nas semanas vindouras.
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