Marrocos aposta na força defensiva para travar Canadá nos oitavos do Mundial

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O choque entre Marrocos e Canadá nos oitavos-de-final do Mundial promete incendiar os ânimos, com os campeões africanos a tentarem repetir o feito histórico de há quatro anos e os canadianos a viverem um momento inédito na sua curta história nesta fase da competição. O embate realiza-se esta tarde no NRG Stadium, em Houston, e tudo aponta para um duelo de nervos à flor da pele.

Marrocos, que chega embalado depois do dramático triunfo nas grandes penalidades frente aos Países Baixos, apresenta-se praticamente na máxima força, fazendo apenas uma alteração na defesa: Redouane Halhal entra para o onze no lugar de Chad Riad. De resto, os leões do Atlas mantêm a estrutura que lhes permitiu chegar a esta fase sem conhecer o sabor da derrota e com apenas dois golos sofridos em quatro jogos. O onze marroquino para esta tarde é composto por Bounou; Hakimi, Diop, Halhal, Mazraoui; Bouaddi, Ounahi, El Aynaoui; El Khannous, Saibari e Diaz. No banco, Mohamed Ouahbi conta ainda com opções de luxo como El Kaabi e Amrabat, prontos para agitar o encontro caso seja necessário.

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Do lado canadiano, o seleccionador Jesse Marsch surpreendeu ao mexer em três peças relativamente à vitória sobre a África do Sul: Niko Sigur, Lucas De Fougerolles e Ali Ahmed entram de início, enquanto Derek Cornelius, Nathan Saliba e Liam Millar passam para o banco. O Canadá alinhará com Crepeau; Johnston, De Fougerolles, Bombito, Laryea; Sigur, Eustaquio, Oluwaseyi, Buchanan, Ahmed; J David. O banco de suplentes inclui nomes como Alphonso Davies e Larin, que poderão ser decisivos caso a equipa precise de mudar o rumo dos acontecimentos durante o jogo.

Este confronto tem um peso histórico particularmente para o Canadá, que nunca tinha alcançado os oitavos-de-final de um Mundial. A equipa norte-americana apresenta-se moralizada, depois de duas vitórias em quatro jogos, tendo deixado pelo caminho as selecções da África do Sul e do Qatar. O maior desafio, porém, está agora pela frente: Marrocos é visto como uma das equipas mais sólidas desta edição e só sofreu dois golos até ao momento. O historial também não favorece os canadianos: nunca venceram Marrocos em jogos oficiais e saíram derrotados por 2-1 no último duelo entre ambos, no Mundial de 2022.

O jogo de hoje é crucial para as aspirações de ambas as selecções. Para Marrocos, trata-se de consolidar o estatuto de potência africana, depois de já ter feito história ao chegar às meias-finais no Qatar, em 2022. Para o Canadá, é a oportunidade de se afirmar no panorama internacional e demonstrar que o crescimento do futebol no país não é uma ilusão. Os números são impressionantes de ambos os lados: Marrocos soma nove jogos consecutivos sem perder e fez história ao completar 801 passes frente aos Países Baixos, marca só alcançada anteriormente pela Espanha desde que há registos detalhados. O Canadá, por sua vez, marcou nos últimos seis jogos em todas as competições e somou dois jogos sem sofrer golos nos últimos três do Mundial.

Na antevisão do encontro, Jesse Marsch reforçou a ambição canadiana: “Sabemos que não somos favoritos, mas acreditamos que podemos surpreender. Esta equipa está pronta para fazer história”, afirmou o seleccionador, confiante na capacidade dos seus jogadores para romper o favoritismo marroquino. Do lado oposto, Mohamed Ouahbi sublinhou a importância da concentração: “Respeitamos o Canadá, mas temos de nos focar no nosso jogo. Queremos continuar a fazer história para Marrocos”, declarou o técnico, relembrando a caminhada épica do Mundial anterior.

A expectativa é que o jogo seja altamente táctico e disputado até ao último minuto, com Marrocos a apostar na posse de bola e no controlo do ritmo, enquanto o Canadá deverá tentar explorar a velocidade dos seus avançados em transições rápidas. Caso Marrocos confirme o favoritismo, continuará a alimentar o sonho de repetir – ou até superar – a campanha de 2022. Para o Canadá, um triunfo significaria um salto qualitativo gigantesco e a confirmação de que já não é apenas um outsider, mas sim um competidor a ter em conta no cenário futebolístico internacional.

O apito inicial está marcado para as 18h00 (hora de Lisboa), com transmissão televisiva internacional e a promessa de emoções fortes para os adeptos de ambos os lados – e para todos os apaixonados pelo futebol mundial. Resta saber se a muralha marroquina voltará a resistir ou se o Canadá conseguirá finalmente quebrar o enguiço e inscrever o seu nome entre os grandes do futebol mundial.

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