Aos 37 anos, Henrikh Mkhitaryan surpreende a Europa ao renovar contrato com o Inter de Milão até ao final da época 2026/27, contrariando todas as expectativas que apontavam para uma eventual saída do experiente médio arménio. Numa altura em que quatro figuras de peso do plantel se despedem de San Siro, Mkhitaryan reafirma o seu valor e importância na estratégia dos campeões italianos, garantindo o seu lugar numa das equipas mais temidas do Velho Continente.
O Inter oficializou esta quarta-feira a extensão do vínculo de Mkhitaryan, poucos dias antes de terminar o seu contrato anterior, que expirava a 30 de Junho. O médio, que já representou gigantes como Arsenal e Manchester United, aceitou uma redução salarial substancial: passará a auferir cerca de 2 milhões de euros anuais, menos 1,8 milhões do que no acordo anterior. Esta decisão surge no mesmo dia em que os nerazzurri confirmaram as saídas de Yann Sommer, Stefan De Vrij, Francesco Acerbi e Matteo Darmian, todos eles pilares da defesa que contribuíram para as recentes conquistas do clube.

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A renovação do internacional arménio adquire ainda maior relevância tendo em conta o contexto de mudança no plantel do Inter. Na última temporada, Mkhitaryan participou em 39 jogos em todas as competições, apontando quatro golos e somando três assistências, números notáveis para um médio com quase quatro décadas de vida. O seu rendimento e experiência são vistos como fundamentais para garantir estabilidade e liderança, numa equipa que se prepara para uma nova vaga de talentos e eventuais saídas durante o mercado de verão.
A importância desta renovação não se limita apenas ao impacto desportivo. O Inter atravessa uma fase de reestruturação, com vários jogadores de referência a abandonarem o clube. A permanência de Mkhitaryan representa uma âncora de experiência e carisma num balneário que irá precisar de referências para orientar os mais jovens e integrar novas contratações. Além disso, a escolha do arménio em aceitar um salário inferior demonstra o seu compromisso com o projeto desportivo e a ambição de continuar a lutar por títulos ao mais alto nível.
Em declarações recentes, Mkhitaryan mostrou-se entusiasmado: “O Inter tornou-se a minha casa. Sinto-me motivado como nunca e acredito que ainda posso dar muito à equipa. Esta renovação é um voto de confiança e vou corresponder dentro de campo”, afirmou o jogador, à margem da assinatura do novo contrato. O técnico Simone Inzaghi, por sua vez, não escondeu a satisfação: “O Henrikh é um exemplo de profissionalismo. A sua experiência é vital para o grupo, principalmente numa altura de transição como esta”, declarou o treinador em conferência de imprensa.
O Inter conta agora com um meio-campo onde também figuram nomes como Nicolò Barella, Petar Sucic, Piotr Zielinski e Andy Diouf, mantendo ainda Davide Frattesi e Aleksandar Stankovic, embora estes últimos possam deixar o clube neste defeso. A aposta na continuidade de Mkhitaryan indica que, apesar da renovação do plantel, os nerazzurri não abdicam da experiência e do rigor táctico que o arménio oferece.
O futuro imediato do Inter passa, assim, por encontrar o equilíbrio certo entre juventude e experiência, numa altura em que o clube volta a ser apontado como favorito à conquista da Serie A e a uma campanha ambiciosa na Liga dos Campeões. O compromisso de Mkhitaryan até 2027 deixa claro que, mesmo perante a inevitável passagem do tempo, há jogadores cuja influência transcende a idade. Resta saber como será reconfigurada a equipa após as saídas anunciadas e se o médio arménio conseguirá manter o nível de excelência que tem habituado os adeptos de San Siro. O palco está montado para mais uma época de emoções fortes e expectativas elevadas na capital da moda italiana.
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