A FIFA prepara-se para revolucionar o futebol mundial com a edição de 2026 do Campeonato do Mundo, que promete ser o maior e mais ambicioso de sempre. Pela primeira vez, o Mundial será disputado por 48 selecções, num formato que promete aumentar a emoção, a imprevisibilidade e a intensidade da competição. Coorganizado por Canadá, México e Estados Unidos, o evento vai espalhar-se por dezenas de cidades, multiplicar o número de jogos e introduzir uma fase a eliminar inédita que poderá ser o maior teste de resistência e qualidade já visto numa prova deste calibre.
O pontapé de saída está marcado para 11 de junho de 2026, no icónico Estádio Azteca, na Cidade do México, num jogo entre a anfitriã México e a África do Sul. Este Mundial será o mais longo da história, estendendo-se até 19 de julho, dia da grande final no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Iorque/Nova Jérsia.

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O formato mudou radicalmente. O tradicional esquema com 32 equipas, em 8 grupos de 4, dá lugar a 12 grupos, igualmente com 4 equipas cada, somando um total de 48 selecções. Cada equipa disputará três jogos na fase de grupos, perfazendo um total impressionante de 72 encontros só nesta etapa. Para além dos dois primeiros classificados de cada grupo, que avançam automaticamente para a fase a eliminar, os quatro melhores terceiros lugares também garantem lugar nos 32 avos de final. Esta fórmula gera uma enorme rede de segurança, mas poderá tornar a qualificação final bastante complexa, com critérios de desempate que incluem confronto direto, diferença de golos, golos marcados e, em último caso, o ranking mundial.
A grande novidade é a introdução da ronda dos 32, uma fase a eliminar imediatamente após a fase de grupos, onde as 32 equipas qualificadas se enfrentam em sistema de “mata-mata”. Esta etapa não existia anteriormente e aumenta o número de jogos necessários para a conquista do título de sete para oito, tornando a prova ainda mais exigente. Os favoritos terão, assim, de estar em máxima forma desde o primeiro jogo a eliminar, sob pena de serem eliminados prematuramente.
O calendário do Mundial de 2026 é apertado e intenso, distribuído por cinco semanas, com fases decisivas a decorrerem de forma quase ininterrupta:
– 11 de junho: jogo inaugural no Estádio Azteca, Cidade do México – 12 de junho: estreia do Canadá em Toronto e dos Estados Unidos em Los Angeles – 27 a 30 de junho: ronda dos 32 – 1 a 4 de julho: oitavos de final – 9 a 11 de julho: quartos de final – 14 e 15 de julho: meias-finais em Dallas e Atlanta – 18 de julho: disputa do terceiro lugar em Miami – 19 de julho: final no MetLife Stadium, Nova Iorque/Nova Jérsia
Um desafio adicional para equipas, treinadores e adeptos será a logística de jogos distribuídos por quatro fusos horários distintos: Pacific Standard Time (Vancouver, Seattle, Los Angeles), Mountain Standard Time (Guadalajara, Cidade do México, Monterrey), Central Standard Time (Kansas City, Dallas, Houston) e Eastern Standard Time (Miami, Atlanta, Nova Iorque, Toronto). Esta dispersão geográfica obriga a uma gestão rigorosa de recursos e preparação física, com equipas como a Inglaterra, orientada por Thomas Tuchel, a optarem por bases centrais estratégicas, como Kansas City, para minimizar o impacto das deslocações e diferenças horárias.
Este Mundial promete ser uma autêntica maratona de futebol, com um formato que desafia a tradição e promete elevar o patamar competitivo a níveis jamais vistos. Os adeptos já contam os dias para o arranque e preparam-se para testemunhar um espetáculo global que vai redefinir para sempre a história dos Campeonatos do Mundo.
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