A contagem decrescente para o Mundial de 2026 está a acelerar e as atenções viram-se para os adversários do Grupo D, onde a Seleção Nacional dos Estados Unidos (USMNT) vai medir forças. Com o arranque do torneio marcado para 11 de junho na vibrante Cidade do México, o palco está montado para confrontos épicos. No grupo dos EUA, estão Paraguai, Austrália e Turquia — três equipas com histórias e desafios bem distintos que prometem dar luta até ao último apito. Mas o que se passa nos bastidores dessas seleções? Vamos desvendar as histórias mais quentes que podem definir o rumo do Mundial.
No Paraguai, a sombra de uma tragédia passada paira sobre a equipa. Recorde-se que na última presença paraguaia num Mundial, em 2010, a equipa alcançou os quartos de final sob a batuta do treinador argentino Tata Martino. Porém, essa campanha ficou marcada pela ausência de Salvador Cabanas, um dos melhores atacantes do país, vítima de um tiroteio num clube noturno em Cidade do México, meses antes do torneio. Este episódio trágico deixou um “e se” doloroso no futebol paraguaio.
Agora, o Paraguai enfrenta um dilema semelhante. Diego Gomez, médio do Brighton e figura-chave do atual plantel, sofreu uma grave lesão na perna esquerda durante um jogo da Premier League em abril, deixando o campo em lágrimas e a equipa desesperada. A sua participação no Mundial esteve em risco, ecoando os fantasmas de 2010. Felizmente, as notícias são mais otimistas do que inicialmente se temia. Fabian Hurzeler, treinador do Brighton, afirmou: “São notícias bastante positivas — não é tão grave como esperávamos. Vamos avaliar semana a semana, mas esperamos que não seja uma lesão que o afaste por meses.” Ainda assim, a dúvida permanece e o Paraguai torce para que este golpe não se transforme num pesadelo histórico.
Enquanto isso, em Atlanta, a equipa de futebol enfrenta uma temporada turbulenta com o Atlanta United, onde o próprio Tata Martino sente a pressão. O técnico, que levou o clube à glória no passado, não esconde o desgaste: “Se não tivesse o passado que tenho com o Atlanta United, provavelmente já teria sido despedido.” A equipa soma apenas uma vitória, um empate e seis derrotas esta temporada, o que tem deixado os adeptos em estado de alerta.
Mas nem tudo é cinzento na Geórgia: Matias Galarza, médio paraguaio de 24 anos emprestado pelo River Plate, tem sido a luz na escuridão para os Falcons. A sua ascensão tem sido meteórica, revolucionando o meio-campo e conquistando um lugar de destaque. Inicialmente visto como um suplente provável na seleção paraguaia, o seu desempenho impressionante pode levá-lo à titularidade, especialmente com o aval do próprio Martino, um nome que carrega peso e respeito no universo do futebol paraguaio.
Do outro lado do planeta, a Austrália prepara-se para o Mundial com uma estratégia focada e antecipada. Os Socceroos iniciam o seu estágio pré-torneio em Sarasota, na Flórida, a 7 de maio, quase cinco semanas antes do primeiro jogo. O treinador Tony Popovic vê este período como crucial para avaliar opções e construir uma equipa coesa. “Vamos usar este pré-campo para observar e analisar vários jogadores, com as primeiras chegadas já esta semana”, revelou Popovic.
Entre as novidades, destacam-se as presenças de veteranos que participaram no Mundial de 2022: o defesa Harry Souttar, o médio Mathew Leckie e o avançado Mitchell Duke. Estes jogadores estavam longe de garantir um lugar na equipa devido a lesões e forma recente, com Souttar afastado dos relvados há 15 meses. Contudo, a sua convocação para este estágio pode inverter o cenário. Para Popovic, a experiência destes atletas é fundamental: “Há uma resiliência mental que não se compra. Existe presença, aura e liderança — algo que não se encontra num jovem da noite para o dia.”
Finalmente, a Turquia, comandada pelo carismático capitão Ha, promete ser uma força a ter em conta. Embora o artigo original não detalhe os preparativos turcos, a sua reputação e ambição falam por si. O país anseia por conquistar um título que tem escapado há demasiado tempo, e a presença de líderes fortes no balneário será decisiva para alcançar esse objetivo.
Com apenas cinco semanas para o apito inicial, o Grupo D está longe de ser uma mera formalidade para a USMNT. Entre lesões dramáticas, estrelas em ascensão e veteranos em busca de redenção, a luta por um lugar na fase a eliminar promete ser feroz. A história está a ser escrita, e quem não estiver atento pode perder os capítulos mais emocionantes desta saga mundialista. Prepare-se para emoções fortes e surpresas até ao último instante!
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