A contagem decrescente para o Mundial está quase a terminar. De 11 de junho a 19 de julho, 48 selecções de três países – Estados Unidos, México e Canadá – vão disputar o troféu mais cobiçado do futebol mundial. No centro das atenções está o Grupo C, um verdadeiro prato forte composto por Brasil, Escócia, Marrocos e Haiti, uma luta feroz que promete muita emoção e surpresas.
O Brasil dispensa apresentações. A única selecção que esteve presente em todas as edições do Mundial desde 1930, detentora de cinco títulos, é a favorita natural para levantar o troféu. Contudo, desde 2002 que os canarinhos não sentem o sabor da glória máxima. Agora, com Carlo Ancelotti – o primeiro treinador estrangeiro a comandar a equipa brasileira numa fase final do Campeonato do Mundo –, o Brasil está determinado a regressar ao topo. O foco recai em Neymar, a estrela maior e melhor marcador da história da selecção com 79 golos, que encara este Mundial como a sua última oportunidade para conquistar o título com a camisola canarinha. Apesar de estar a recuperar de uma lesão, espera-se que esteja em condições de disputar a maioria dos encontros.
Do outro lado do campo, a Escócia prepara-se para um regresso histórico à competição, marcando a sua nona participação, a primeira desde 1998. Nunca passou da fase de grupos, mas este ano, com a nova regra que permite a apuramento de oito terceiros classificados, os Scots têm razões para alimentar esperanças. O médio Scott McTominay é a principal figura a seguir, especialmente depois do golo acrobático que marcou contra a Dinamarca na fase de qualificação. Desde que assinou pelo Nápoles em 2024, McTominay tem sido apontado como um dos melhores médios do mundo, um trunfo vital para a equipa liderada por Steve Clarke.
Marrocos, por seu lado, chega com a moral em alta. A selecção africana e árabe que fez história ao ser a primeira a atingir umas meias-finais de um Mundial, em 2022, quer repetir a façanha e preparar o terreno para o Mundial de 2030, que organizará em conjunto com Espanha e Portugal. Campeões da Taça das Nações Africanas (AFCON) após um triunfo polémico sobre o Senegal, os marroquinos prometem uma prestação aguerrida e ambiciosa.
O Grupo C é, assim, uma mistura explosiva de talento, história e motivações, onde cada equipa tem argumentos para sonhar com a passagem aos oitavos de final. Os adeptos podem esperar um festival de futebol, com jogadores de topo, treinadores experientes e uma disputa que vai fazer as delícias dos amantes do desporto-rei. Prepare-se para uma batalha titânica que pode redefinir o futuro do futebol mundial.
