Um ambiente insustentável no hotel original levou a selecção da Noruega a tomar uma decisão radical antes do confronto histórico com Inglaterra nos quartos-de-final do Mundial. A mudança abrupta de hotel em Miami, motivada por ruído de obras e pela localização longe da praia, surpreendeu adeptos e levantou questões sobre o impacto da logística nas aspirações norueguesas.
Depois de terem eliminado o Brasil nos oitavos-de-final, conquistando não só a passagem inédita aos quartos, mas também uma pausa prolongada de cinco dias, os noruegueses viram-se obrigados a repensar os planos de preparação. O hotel inicial, a cerca de cinco quilómetros da praia, revelou-se inadequado para uma estadia prolongada, especialmente com o plantel a tentar evitar o isolamento psicológico conhecido como “cabin fever”.

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Truls Daehli, gestor de logística da Noruega, explicou à TV2 a decisão: “Vamos estar aqui durante uma semana, já estamos na sexta semana nos EUA e vamos jogar o maior jogo da história do nosso tempo. Até agora conseguimos evitar o cabin fever e não queríamos correr o risco de isso acontecer agora.” Daehli acrescentou ainda que, apesar do novo hotel ser mais caro, a federação norueguesa assumiu a diferença de custos, com a FIFA a continuar a assegurar a estadia base.
O dirigente mostrou-se claramente satisfeito com o resultado da mudança, afirmando: “Tivemos de fazer um pequeno ajuste, porque este hotel custa mais. Mas estamos incrivelmente satisfeitos com a forma como fomos recebidos aqui. Só há caras felizes agora.” A alteração, ainda que inesperada, parece ter sido bem acolhida pelo grupo, que procura manter a moral elevada antes do duelo decisivo.
Entretanto, circularam rumores de que uma alegada doença no plantel teria influenciado a decisão de mudar de hotel. No entanto, o seleccionador Stale Solbakken foi peremptório ao afastar essas suspeitas, garantindo aos jornalistas: “Está tudo bem, todos os jogadores estão bem, não há doença entre os jogadores. Houve um ou dois elementos do staff, mas neste momento estamos todos prontos para jogar.” As dúvidas surgiram inicialmente após Solbakken ter mencionado sintomas ligeiros no grupo após o triunfo sobre o Brasil: “Só tivemos mesmo o Jorgen com febre. Depois houve alguma tosse e rouquidão dispersa, mas há ar condicionado, voos, balneários e tudo isso. Somos mais de 50 pessoas, seria estranho se ninguém sentisse nada.”
O médico da selecção, Ola Sand, reiterou entretanto que todos os jogadores estão em perfeitas condições físicas, confirmando o optimismo de Solbakken a poucos dias do encontro que poderá marcar uma nova era para o futebol norueguês. A selecção mantém-se focada, com os olhos postos no maior desafio da sua história.
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