A FIFA surpreendeu tudo e todos ao implementar um plano de contingência inédito para o aguardado França-Marrocos dos quartos de final do Mundial, com o objetivo de eliminar qualquer risco de falha no sistema de videoárbitro (VAR). Determinada a garantir que a tecnologia funcione sem interrupções, mesmo em caso de problemas técnicos, a entidade máxima do futebol mundial recorreu a uma solução que nunca tinha sido utilizada nesta competição.
Para o encontro que terá lugar no Estádio de Boston, a FIFA decidiu que o assistente de videoárbitro, o uruguaio Leodán González, e a sua suplente, a nicaraguense Tatiana Guzmán, estarão fisicamente presentes no recinto. Normalmente, estes elementos operam desde a sala VOR principal, situada no Centro Internacional de Imprensa (IBC) em Dallas, mas a possibilidade de uma falha de ligação levou a organização a adotar medidas extraordinárias.

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Com esta decisão, a FIFA assegura que, caso se verifique uma interrupção da ligação entre o estádio e a sala VOR, González e Guzmán assumirão imediatamente as funções de revisão directamente a partir do local do jogo. Desta forma, o árbitro principal, Facundo Tello, mantém a possibilidade de consultar o monitor no relvado, seguindo o protocolo oficial da FIFA, mesmo que surjam constrangimentos técnicos na comunicação remota.
A importância desta medida reside no facto de os regulamentos da FIFA estipularem que um jogo não pode ser interrompido por falhas no VAR — uma situação que, com o plano agora implementado, se torna praticamente impossível de acontecer. Assim, a autoridade máxima do futebol pretende blindar o espetáculo de qualquer polémica tecnológica e evitar interrupções que possam comprometer a verdade desportiva numa fase decisiva da competição.
Este plano inovador representa uma resposta direta à crescente dependência tecnológica no futebol moderno, evidenciando uma preocupação acrescida com a fiabilidade do VAR em jogos de alto risco. Ao garantir a presença de dois árbitros de vídeo no próprio estádio, a FIFA demonstra que está disposta a tudo para evitar escândalos, protestos ou dúvidas sobre a justiça das decisões tomadas.
Com o embate entre França e Marrocos a prometer emoção dentro e fora das quatro linhas, todas as atenções estarão também focadas na eficácia do novo protocolo tecnológico agora estreado. O desfecho desta experiência poderá ditar o futuro das operações do VAR em grandes competições internacionais, num claro sinal de que o futebol não pode mais viver sem a garantia de decisões justas e ininterruptas, independentemente dos imprevistos técnicos.
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