Segunda-feira, Fevereiro 23, 2026

Os 8 jogadores que ganharam o mundial mas não conquistaram mais nada

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Levantar a Taça do Mundo é o sonho supremo de qualquer futebolista, e para um grupo seleto na história do desporto, essa é a única ambição que conseguiram realizar. Para alcançar o auge do futebol internacional, os jogadores precisam ser verdadeiramente especiais. Observando as equipas vencedoras das últimas edições, como Argentina, França e Alemanha, fica claro que são compostas por superestrelas com um palmarés repleto de conquistas. Contudo, por um capricho do destino, existe um número reduzido de vencedores da Copa do Mundo que não conquistaram qualquer outro troféu durante as suas carreiras. Se é para ganhar um único troféu, que seja um de grande prestígio!

Aqui estão os oito jogadores que conseguiram erguer a Taça do Mundo, mas não conquistaram mais nada em suas trajetórias no futebol.

Ruben Moran é o primeiro da lista. Conhecido como ‘El Tiza’, ele fez história ao se tornar o primeiro jogador a vencer a Copa do Mundo ainda adolescente, representando o Uruguai em 1950. Embora tenha participado apenas de um jogo no torneio, foi na histórica vitória por 1-0 sobre o Brasil — um momento icônico que não foi a final, mas sim o jogo decisivo em um formato de liga. Os detalhes sobre Moran são escassos, e ele se aposentou quatro anos depois, sem conquistar nada em sua breve passagem pelo Cerro, de Montevidéu.

Toni Turek é outra figura quase esquecida, exceto para os verdadeiros aficionados pela história do futebol. Turek foi o guarda-redes da Alemanha Ocidental que protagonizou uma das maiores surpresas da história ao vencer a Hungria na final da Copa do Mundo de 1954. Embora Ferenc Puskas tenha marcado um golo logo no início, Turek conseguiu manter a baliza intacta após isso, contribuindo para a incrível reviravolta que culminou na vitória da Alemanha. Em sua carreira de clubes, representou o Eintracht Frankfurt e o Fortuna Düsseldorf, mas nada se comparou àquele milagre de Berna.

George Cohen, uma lenda do Fulham, jogou todos os minutos de todos os jogos da seleção inglesa na Copa do Mundo de 1966. George Best chegou a afirmar que ele era “o melhor defesa que já enfrentei”, e ainda hoje é considerado um dos melhores laterais direitos da história do futebol inglês. No entanto, Cohen não teve a sorte de representar outro clube além do Fulham, que nunca conquistou um troféu.

Jimmy Armfield, por sua vez, mesmo não tendo jogado, foi um membro importante da equipa de Alf Ramsey, que conquistou a Copa do Mundo em 1966. Com 43 jogos pela seleção, Armfield foi um ícone no Blackpool, onde atuou por mais de 17 anos. Infelizmente, ele se aposentou sem conquistar qualquer troféu, tendo chegado perto de ganhar a European Cup como treinador do Leeds United em 1975, mas caiu diante do Bayern de Munique em uma final marcada por controvérsias.

Uwe Bein, embora ofuscado por nomes como Rudi Völler e Jürgen Klinsmann, teve um papel significativo na vitória da Alemanha Ocidental em 1990, onde participou ativamente de quatro dos sete jogos da sua seleção, mas não jogou na final. Seu percurso nos clubes como Colônia, Hamburgo e Eintracht Frankfurt o destacou, mas sua carreira não resultou em grandes conquistas.

Simone Barone tem um lugar especial nesta lista como um jogador que pode facilmente ser esquecido. Parte da equipa italiana que venceu a Copa do Mundo de 2006, ele não foi um dos heróis da campanha, mas desempenhou um papel de apoio. A sua carreira nos clubes, que passou por Chievo, Parma, Palermo, Torino e Cagliari, foi marcada pela falta de troféus, o que o torna um verdadeiro viajante da Serie A.

Christoph Kramer fez uma aparição memorável na final da Copa do Mundo de 2014, mas não se lembra de muito do que aconteceu. Substituindo Sami Khedira momentos antes da partida, Kramer acabou por se machucar e teve que ser substituído por André Schürrle, que assistiu o golo da vitória. O jogador começou sua carreira no Bayer Leverkusen, mas a maior parte do seu tempo foi passada no Borussia Mönchengladbach, que não conquista um troféu desde 1995.

Por fim, Ron-Robert Zieler, membro da selecção alemã na Copa de 2014, teve uma carreira marcada mais por estar no banco do que por atuar em campo. Com apenas cinco caps pela Alemanha, ele assistiu ao torneio a partir do banco, mas ainda assim tem uma medalha de vencedor. A maior parte de sua carreira foi passada entre Hannover e Stuttgart, e ele ainda está ativo, embora a probabilidade de adicionar mais troféus a seu currículo seja mínima, já que atua agora como um veterano no FC Köln.

Esses jogadores, apesar de não terem acumulado troféus em suas carreiras, terão para sempre a glória de serem campeões do mundo, um feito que poucos podem reivindicar na história do futebol.

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