Owen confiante que Ronaldo vai responder aos críticos no Mundial 2026

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Cristiano Ronaldo volta a ser alvo de críticas ferozes após o empate surpreendente de Portugal frente à RD Congo no Mundial 2026, mas Michael Owen, lenda do futebol inglês, não hesitou em sair em defesa do capitão português. Enquanto Lionel Messi brilhou com um hat-trick no triunfo da Argentina sobre a Argélia, Ronaldo viu-se relegado para segundo plano e questionado pela sua exibição discreta, reacendendo o debate eterno sobre quem é realmente o maior da era moderna.

O encontro disputado nos Estados Unidos terminou com um frustrante 1-1, resultado que deixou a Seleção Nacional sob pressão e aumentou o escrutínio sobre o desempenho de Ronaldo, agora com 41 anos. O craque português, titular no ataque, pouco conseguiu fazer para desbloquear a muralha defensiva da RD Congo, alimentando a narrativa de que poderá já não ser decisivo em grandes palcos. Em contraste, Lionel Messi roubou atenções e capas de jornais ao apontar três golos no dia anterior, aumentando ainda mais a expectativa em torno da prestação de Ronaldo.

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A importância deste momento não pode ser subestimada. Portugal partia para este Mundial como uma das selecções favoritas, mas a incapacidade de somar os três pontos frente a um adversário teoricamente acessível complica as contas do grupo e lança dúvidas sobre a capacidade da equipa em avançar até às fases decisivas. Para Ronaldo, trata-se de mais uma oportunidade de responder aos críticos e provar que, mesmo na reta final da carreira, continua a ser um dos maiores nomes do futebol mundial. O seu legado está, mais do que nunca, em jogo.

Michael Owen, antigo avançado do Liverpool e da seleção de Inglaterra, aproveitou a sua coluna no Daily Mail para colocar água na fervura e reforçar a confiança em Ronaldo: “Não ajudou Cristiano Ronaldo o facto de Lionel Messi ter marcado um hat-trick na noite anterior ao jogo de Portugal, mas não aceito as críticas que lhe estão a fazer”, escreveu Owen, sublinhando que o perfil do capitão português nunca foi de uma participação constante no jogo: “Mas não tem ele jogado sempre assim, até certo ponto? Nunca foi um jogador, especialmente nos últimos anos, que se envolvesse muito no jogo. Ele estará presente nos grandes momentos, no entanto. Se não marca, é demasiado fácil culpar o Ronaldo. Aos 41 anos, vai ser sempre questionado”. Owen acredita que o astro português tem provas dadas e vai aparecer quando for mais necessário.

Estas palavras são um verdadeiro bálsamo num momento em que a pressão sobre Ronaldo atinge níveis raramente vistos. O próprio jogador, conhecido pela sua resiliência mental, terá agora de encontrar forças para transformar a crítica em motivação extra. A liderança de Ronaldo dentro do balneário e a sua capacidade de decidir jogos continuam a ser trunfos fundamentais para uma Seleção Nacional que precisa urgentemente de uma resposta forte para manter vivo o sonho mundialista.

O próximo jogo de Portugal ganha, assim, contornos de final antecipada. Fernando Santos, o selecionador, terá de reajustar a equipa e encontrar soluções para libertar Ronaldo e potenciar o ataque luso. A dúvida que se impõe é: conseguirá Ronaldo silenciar os críticos e voltar a ser o herói que o país precisa? Se há algo que a carreira do madeirense nos ensinou é que nunca se deve duvidar da sua capacidade para surpreender quando menos se espera. Uma resposta à altura pode não só relançar Portugal na prova, como também cimentar ainda mais o estatuto lendário do capitão português no panorama mundial do futebol.

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