Suplentes decisivos na goleada da Suíça diante da Bósnia no Mundial

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Uma reviravolta electrizante abalou Los Angeles: a Suíça marcou quatro golos em pouco mais de vinte minutos frente à Bósnia-Herzegovina, garantindo uma vitória contundente e assumindo a liderança do Grupo B no segundo jogo do Mundial. Os helvéticos, até aos 70 minutos, pareciam incapazes de furar o bloco defensivo bósnio, mas uma tripla substituição de Murat Yakin mudou radicalmente o rumo dos acontecimentos e abriu caminho a uma avalanche ofensiva imparável.

O encontro, disputado no calor californiano, foi marcado por uma primeira parte de domínio estéril por parte da Suíça, incapaz de transformar a posse de bola em oportunidades claras. Xhaka, capitão e cérebro da equipa, tentou de tudo para alimentar os extremos Ndoye e Rieder, mas a muralha bósnia, liderada por Muharemovic, manteve-se intransponível durante grande parte do jogo. O guarda-redes Nikola Vasilj foi pouco incomodado antes do intervalo, enquanto a Bósnia ainda ameaçou em transições rápidas, com Dzeko a criar perigo para Tahirovic e Alajbegovic a obrigar Freuler a um corte in extremis.

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A segunda parte trouxe uma Suíça mais incisiva, mas foi a entrada dos suplentes que fez toda a diferença. Aos 74 minutos, Johan Manzambi, o elemento mais jovem do plantel helvético, apareceu na área para finalizar de primeira uma bola perdida e inaugurar o marcador com um remate espectacular ao ângulo superior direito. Pouco depois, a Bósnia ficou reduzida a dez unidades após Muharemovic travar Embolo em falta grosseira quando este seguia isolado para a baliza, vendo o cartão vermelho directo e deixando a sua selecção à mercê de um adversário sedento de golo.

Aproveitando o desnorte bósnio, Ruben Vargas ampliou a vantagem com um remate colocado, após uma jogada bem delineada, e ainda assistiu Manzambi para o 3-0, numa jogada de puro oportunismo dentro da pequena área. “Entrámos com outra postura após as substituições e mostrámos a verdadeira força do grupo”, referiu Ruben Vargas no final do encontro, sublinhando o impacto das mexidas de Yakin. Manzambi, protagonista da noite, confessou: “Foi um sonho tornar-me decisivo num jogo destes. O mister pediu-nos para agitar o ataque e cumprimos à risca”.

A Bósnia, já resignada, conseguiu ainda um tento de honra através do jovem Mahmic, que aproveitou uma bola solta para bater Kobel com um remate fulminante. No entanto, a Suíça não abrandou e voltou a dilatar a vantagem por intermédio de Xhaka, que converteu com frieza uma grande penalidade, fixando o resultado em 4-1. “Sabíamos que tínhamos de dar uma resposta forte depois do empate com o Qatar. Esta vitória mostra que estamos no caminho certo”, afirmou o médio suíço, destacando a importância do triunfo para as ambições helvéticas no torneio.

Este resultado coloca a Suíça numa posição privilegiada para garantir o apuramento para os oitavos-de-final pela quarta vez consecutiva, enquanto deixa a Bósnia com a vida complicada no grupo, sobretudo após a expulsão de um dos seus pilares defensivos. O seleccionador suíço, Murat Yakin, destacou a profundidade do plantel e a capacidade de resposta: “As substituições foram decisivas. Mostrámos maturidade e qualidade no momento certo”.

O próximo desafio para a Suíça será crucial para consolidar a liderança do grupo e carimbar o passaporte para a próxima fase, enquanto a Bósnia terá de corrigir rapidamente os erros e vencer o próximo jogo para manter vivas as esperanças. Com esta demonstração de força, os helvéticos afirmam-se como um dos outsiders mais perigosos deste Mundial, alimentando o sonho de chegar longe na competição. Os adeptos suíços, em êxtase, já começam a acreditar que esta equipa pode surpreender os gigantes do futebol mundial.

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