USA e Austrália decidem liderança do grupo d no mundial esta sexta-feira

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Explosão de emoções e incertezas marcam esta sexta-feira no Mundial, com os Estados Unidos a prepararem-se para um duelo de altíssimo risco frente à poderosa Austrália. O embate em Seattle pode decidir quem comanda o Grupo D e garante um caminho teoricamente mais acessível na fase a eliminar, enquanto outras selecções de peso, como Brasil e Marrocos, também entram em campo numa jornada que promete abalar as previsões dos adeptos e especialistas.

O calendário desta sexta-feira traz quatro jogos absolutamente cruciais. O destaque recai, sem sombra de dúvida, sobre o encontro entre EUA e Austrália, às 20h00 (hora de Lisboa), no Estádio de Seattle. Ambas as equipas venceram os respectivos jogos inaugurais, tornando este confronto no verdadeiro tira-teimas pela liderança do grupo. Os norte-americanos, treinados por Mauricio Pochettino, humilharam o Paraguai com uma exibição dominadora, ao passo que a Austrália de Tony Popovic demonstrou solidez defensiva e letalidade no contra-ataque frente à Turquia.

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A importância deste duelo é óbvia: quem sair vencedor ficará com um pé e meio nos oitavos-de-final e, acima de tudo, poderá evitar adversários de peso na próxima fase. Os Estados Unidos chegam galvanizados e sob pressão, depois de um arranque fulgurante. “Ninguém esperava que dominássemos o Paraguai daquela forma”, confessou Pochettino após o triunfo inaugural. O seleccionador norte-americano acrescentou ainda: “A fasquia está mais alta agora e sabemos que a Austrália vai obrigar-nos a mostrar ainda mais”. Do lado australiano, Tony Popovic não escondeu a ambição: “O nosso bloco baixo é uma arma, mas queremos surpreender os EUA. Se conseguirmos seis pontos, tudo fica em aberto”. O avançado Folarin Balogun, autor de dois golos frente ao Paraguai, será novamente o homem a seguir, embora preveja menos espaço face à muralha defensiva dos Socceroos.

No mesmo grupo, o Brasil tenta redimir-se depois de um pálido empate com Marrocos. A selecção de Carlo Ancelotti enfrenta o Haiti, às 01h30 de sábado (hora de Lisboa), em Filadélfia, e tem obrigação de vencer para não arriscar um cenário de crise precoce. Vinícius Júnior salvou os canarinhos com um golo espectacular frente aos marroquinos, mas o rendimento colectivo continua aquém das expectativas. “Temos de melhorar estruturalmente. Não podemos depender sempre do Vini”, atirou Ancelotti na antevisão do jogo. O Haiti, derrotado pela Escócia, joga sem pressão e pode explorar o nervosismo brasileiro.

Completando o alinhamento, Escócia e Marrocos medem forças em Boston às 23h00, num ambiente electrizante. Os escoceses conquistaram os corações dos adeptos locais, mas precisam de elevar o nível se querem travar uma selecção marroquina que sonha repetir o brilharete do Mundial 2022. O jovem Ayyoub Bouaddi, de apenas 18 anos, foi figura de destaque no empate frente ao Brasil e promete dar dores de cabeça ao meio-campo da Escócia. Steve Clarke, seleccionador escocês, foi taxativo: “Não basta ganhar fora do campo, temos de mostrar futebol dentro das quatro linhas”.

A fechar o dia, Turquia e Paraguai defrontam-se na Bay Area de São Francisco às 04h00 de sábado. Os turcos, comandados por Vincenzo Montella, procuram recuperar do desaire com a Austrália, enquanto o Paraguai está obrigado a pontuar para não hipotecar as escassas hipóteses de apuramento. Arda Güler, craque do Real Madrid, será novamente o farol da criatividade ofensiva turca, depois de ter sido anulado pelos australianos.

O desfecho destas partidas terá impacto imediato na configuração dos grupos e nas ambições das principais selecções. Uma vitória dos EUA ou da Austrália pode praticamente sentenciar o grupo, enquanto qualquer deslize do Brasil abrirá feridas profundas e colocará Ancelotti no centro da polémica. Marrocos, por sua vez, tem oportunidade de afirmar-se como candidato consistente, e a Escócia joga pela sobrevivência e pelo orgulho.

À medida que o Mundial avança, cada jornada ganha contornos de tudo ou nada. O mundo do futebol está de olhos postos em Seattle, Filadélfia, Boston e São Francisco, onde o sonho, a pressão e a glória se cruzam a cada minuto. Prepare-se para uma sexta-feira de emoções ao rubro e surpresas garantidas.

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