Zinedine Zidane deve suceder Didier Deschamps como selecionador de França

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A saída de Didier Deschamps do comando da seleção francesa após 14 anos marca o fim de uma era no futebol gaulês. Apesar de entrar na fase final do Mundial como uma das favoritas, a França viu as suas aspirações de conquistar o segundo título em três edições serem travadas pela Espanha nas meias-finais.

Didier Deschamps confirmou no início de 2025 que deixará o cargo de selecionador após o Mundial de 2026, pondo fim a um mandato de sucesso que o colocou entre os treinadores mais duradouros da Europa. Durante os seus 14 anos, Deschamps levou a França a quatro Mundiais consecutivos, alcançando as meias-finais em três deles e conquistando um título como jogador e treinador. “Em 2026 vai acabar. Na minha cabeça está muito claro. Já fiz o meu tempo, com o mesmo desejo e paixão para manter a França no mais alto nível, mas 2026 é muito bom”, afirmou Deschamps à rede francesa TF1. “É preciso saber parar, há vida depois disto. O mais importante é que a França se mantenha no topo, como tem estado durante muitos anos.”

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O sucessor apontado para assumir o desafio é Zinedine Zidane, antigo ícone do futebol francês e colega de Deschamps na conquista do Mundial de 1998. Segundo informações avançadas pela ESPN em março, Zidane terá já um acordo verbal para liderar a seleção nacional, embora o anúncio oficial ainda não tenha sido feito. “O último detalhe a ser resolvido antes de assinar o contrato é a composição da sua equipa técnica e o tamanho do seu plantel”, revelou o jornalista Julien Laurens, da ESPN.

Com 53 anos, Zidane é unanimemente considerado um dos maiores nomes do futebol francês, tendo conquistado três vezes o prémio de Melhor Jogador do Mundo da FIFA e o Ballon d’Or em 1998. Durante a sua carreira internacional, marcou 31 golos em 12 anos pela seleção, incluindo dois na final do Mundial de 1998. A nível de clubes, brilhou no Juventus e no Real Madrid, onde marcou 37 golos em 155 jogos.

Na sua carreira de treinador, Zidane destacou-se particularmente no Real Madrid. Assumiu o comando da equipa B em 2014 e, em 2016, pegou na equipa principal, conquistando a La Liga em 2017 e três títulos consecutivos da Liga dos Campeões. Depois de um breve afastamento, voltou em 2019 para mais de dois anos, ganhando outra La Liga até sair em 2021.

A transição entre Deschamps e Zidane representa um momento decisivo para a seleção francesa, que pretende manter-se competitiva no cenário mundial. O legado de Deschamps é notório, com um registo de 120 vitórias, 29 derrotas e 35 empates em 183 jogos. Agora, a expectativa recai sobre Zidane, que terá a difícil missão de continuar o ciclo de sucesso e elevar novamente a França ao topo do futebol mundial.

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