A maldição estranha do 12º buraco do Masters de augusta

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O mítico 12º buraco de Augusta National continua a desafiar as lendas do golfe. Conhecido pela sua beleza e exigência estratégica, este par 3 de apenas 155 jardas mantém uma maldição inédita: ninguém conseguiu fazer um hole-in-one aqui desde 1988. A última vez que um jogador conseguiu este feito foi Curtis Strange, que com um ferro 7 colocou a bola diretamente no buraco durante a segunda volta do Masters desse ano. Mas o que aconteceu a essa bola? Surpreendentemente, não está em exibição no clube, mas sim no fundo do Rae’s Creek. Após o momento histórico, Strange, descontente com a sua performance geral, retirou a bola do buraco e atirou-a para a água, confessando: “Que se lixe, já fiz seis holes-in-one e não guardei nenhum deles.”

Esta decisão de Strange deu origem ao que hoje é conhecido como a “maldição Strange” do 12º buraco, que se mantém intacta há 38 anos. Desde então, nenhum jogador conseguiu repetir o feito, apesar de inúmeras tentativas e aproximações quase milagrosas. Por exemplo, em 2019, Tiger Woods viu quatro dos seus rivais caírem na água, mas apesar de alcançar o green, a sua bola ficou a cerca de 15 metros do buraco. Na Augusta National Women’s Amateur deste ano, a espanhola Andrea Revuelta quase fez história, ficando a um centímetro de um hole-in-one, enquanto Francesco Molinari, no mesmo Masters de 2019, colocou a bola a menos de 30 centímetros do buraco. Estes episódios provam que os profissionais arriscam tiros certeiros, mas o par 3 parece resistir ao impossível.

Para compreender esta anomalia, consultámos Lou Stagner, especialista em estatísticas de golfe, que revelou que a probabilidade de um profissional do PGA Tour conseguir um hole-in-one de 150 a 160 jardas é de apenas 0,053%, ou seja, 1 em 1.876 tentativas. Contudo, desde 1988 já foram batidos 10.738 tiros no 12º buraco durante o Masters, o que, estatisticamente, deveria ter resultado em seis holes-in-one. O número zero confirma que algo de estranho ocorre em Augusta.

Não será, porém, uma questão de condições atmosféricas ou das greens. Desde o hole-in-one de Strange, já se registaram 23 holes-in-one em outros buracos do campo, inclusive pelo menos um em cada um dos outros par 3: o 4º, 6º e 16º. Curiosamente, o 16º buraco já viu 19 holes-in-one desde 1988, devido à sua configuração que favorece abordagens ao longo de toda a crista do green. Portanto, a maldição não pode ser atribuída a Augusta em geral, nem ao vento ou terreno.

Além disso, a frequência de holes-in-one em torneios profissionais é maior do que muitos imaginam. Por exemplo, no icónico 16º buraco do WM Phoenix Open, desde 1988 foram feitos 12 holes-in-one, numa média de um a cada 1.250 tentativas. Historicamente, o 12º buraco de Augusta teve apenas dois holes-in-one antes da façanha de Strange: um por William Hyndman em 1959, e outro por Claude Harmon em 1947, um ano antes de ganhar o Green Jacket.

Passaram 67 anos, praticamente a vida inteira de Bernhard Langer, e os milhares de fãs que todos os anos assistem ao Masters com as suas cadeiras dobráveis à beira do 12º buraco viram apenas um hole-in-one. Este dado reforça a ideia de que o 12º buraco é uma verdadeira fortaleza para os golfistas, tornando o seu hole-in-one um feito quase mitológico.

Mas este ano, a história pode finalmente mudar. Acreditamos firmemente que a maldição será quebrada, que veremos um hole-in-one neste lendário buraco de Augusta. Talvez não no domingo decisivo, mas a qualquer momento, um jogador terá a coragem e a precisão para fazer história e libertar o 12º buraco da sua estranha maldição. O Masters está pronto para testemunhar um momento inesquecível que ficará gravado para sempre na história do golfe.

Prepare-se para o inesperado. Este é o ano do hole-in-one no 12º buraco de Augusta!

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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