Barcelona ameaça UEFA com queixa após polémica na champions

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Barcelona em Fúria: Clube Pondera Queixa Formal à UEFA Após Arbitragem Explosiva nos Quartos da Champions

O FC Barcelona está a ferver de indignação depois da polémica arbitragem do romeno István Kovács na primeira mão dos quartos de final da UEFA Champions League contra o Atlético de Madrid, que terminou com uma derrota por 0-2 no Camp Nou. A direção catalã está a avaliar seriamente a possibilidade de apresentar uma queixa formal à UEFA, numa tentativa desesperada de chamar a atenção para o que consideram um erro grave que pode ter comprometido as aspirações da equipa de Hans Flick.

O foco da controvérsia recai sobre um lance decisivo: o guarda-redes Musso repôs a bola para Pubill, que, de forma ilegal, posicionou-a com a mão para o pontapé de baliza. Nem o árbitro Kovács nem o VAR, liderado pelo alemão Christian Dingert e auxiliado pelo português Tiago Martins, intervieram para assinalar a infração, deixando os barcelonistas boquiabertos. Além disso, a expulsão do jovem Cubarsí, também questionada pelo clube, acrescenta mais combustível à fogueira de críticas.

O Barcelona argumenta que o VAR falhou redondamente ao não atuar num lance onde Pubill tocou a bola com a mão dentro da área, situação que, segundo a leitura do clube, exigia não só a marcação de penálti, mas também a expulsão do defesa adversário. Esta passividade das autoridades de arbitragem é vista como um atentado à justiça desportiva e um golpe duro para as hipóteses da equipa de Flick seguir em frente na competição.

Fontes internas revelam que o clube prepara uma carta formal de protesto para ser enviada à UEFA. No entanto, os especialistas esclarecem que esta medida terá caráter meramente simbólico e não provocará qualquer alteração imediata no andamento da eliminatória, nem deverá ser acompanhada de um comunicado público oficial do organismo europeu.

Importa destacar que, paralelamente a esta queixa, a UEFA já iniciou a análise do desempenho do árbitro Kovács através do seu observador designado para o jogo, Stefano Podeschi, de San Marino. Este relatório, que é confidencial, será entregue ao comité de arbitragem e poderá influenciar o futuro do juiz na competição, mas não garante qualquer reparação para o Barcelona nesta fase.

Cristian Zarroca, advogado especialista em direito desportivo, explicou ao jornal Sport que a queixa do Barça não tem efeitos disciplinares ou práticos imediatos. «Não é um procedimento disciplinar, é uma reclamação ou queixa para mostrar desacordo com a atuação arbitral», afirmou, evidenciando que a expulsão de Cubarsí não será revertida e que o resultado do jogo não será alterado.

Para Zarroca, o propósito desta ação é sobretudo político e estratégico: «É uma ação política para influenciar o árbitro ou o comité para o próximo jogo». Ou seja, o Barcelona pretende marcar posição e enviar um aviso claro para que, em futuras decisões controversas, o corpo de arbitragem seja mais justo e não prejudique a equipa de Hans Flick, numa tentativa de salvaguardar os interesses do clube nas fases decisivas da Champions.

Em suma, o Barcelona está a apostar num protesto formal para tentar inverter a maré da arbitragem que considera injusta, mesmo sabendo que no imediato isso não trará benefícios práticos. A revolta instalada no clube catalão é um sinal inequívoco de que o ambiente à volta da eliminatória está quente, e que a equipa terá de lutar com todas as armas dentro e fora do campo para contrariar a desvantagem criada nos primeiros 90 minutos.

Este desfecho promete ainda gerar muita discussão e tensão nas próximas semanas, enquanto o Barcelona luta para ultrapassar este momento negro e manter viva a esperança de continuar a sonhar com o título europeu. A guerra está lançada — e a UEFA está no epicentro do furacão.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.


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