Lesão nas costas obriga Seamus Power a abandonar John Deere Classic

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O sonho de Seamus Power conquistar o seu terceiro título no PGA Tour transformou-se num pesadelo no John Deere Classic, onde uma lesão nas costas obrigou o irlandês a abandonar prematuramente a prova de 8,8 milhões de dólares. Depois de um início promissor que fazia antever mais um momento de glória, Power foi vítima de uma reviravolta impressionante no seu desempenho, terminando a primeira volta com um resultado desastroso que deixou tudo em suspenso e lançou dúvidas sobre o seu futuro imediato na competição.

O golfista irlandês, que integra o PGA Tour desde 2017 e já soma dois triunfos, arrancou a sua participação no John Deere Classic, a decorrer no TPC Deere Run, com dois birdies nos primeiros nove buracos, mostrando-se em excelente forma. No entanto, o cenário mudou radicalmente no segundo percurso: Power cometeu bogeys consecutivos no 10.º e 11.º buracos, e, ainda pior, acumulou três duplos bogeys seguidos nos buracos 15, 16 e 17, ficando com um total de seis pancadas acima do par (77). De acordo com a própria organização do circuito norte-americano, “Seamus Power desistiu após a primeira ronda do John Deere Classic devido a uma lesão nas costas”, como foi anunciado pela PGA Tour Communications numa publicação na rede social X a 2 de Julho de 2026.

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Este abandono abrupto levanta preocupações sérias quanto à condição física de Power, especialmente porque o irlandês já tem vindo a lidar com problemas recorrentes nas costas e na anca desde 2023. Esta época, Power só conseguiu passar o cut em 10 dos 14 torneios disputados e apenas uma vez alcançou o top-10, no Zurich Classic de Nova Orleães, em dupla com Matti Schmid. A sua prestação irregular já era motivo de análise, mas o abandono em Illinois acentua ainda mais o clima de incerteza em redor do atleta.

O contexto não podia ser mais ingrato para Power. Enquanto o irlandês lutava com dores evidentes, Lucas Glover (vencedor em 2021) e Zac Blair assumiam a liderança ao terminarem a ronda inaugural com uns impressionantes 63 (-8), números que sublinham a exigência do percurso e a necessidade de rondas baixas para se manter na luta pelo título. O resultado final de Power, agravado pelos erros no final da ronda, ditava praticamente a sua eliminação antes mesmo da decisão de abandonar, tornando inevitável a retirada face à incapacidade física de competir ao mais alto nível durante quatro dias.

A decisão de Seamus Power em prosseguir até ao fim da primeira ronda, apesar das dores e da quebra no rendimento, espelha a coragem e o espírito de sacrifício do jogador. Contudo, é também um sinal de alarme para quem enfrenta lesões persistentes. O próprio Power já experimentou situações semelhantes: em 2024, desistiu do RSM Classic devido a problemas nas costas, e em Junho de 2025 abandonou o RBC Canadian Open após apenas nove buracos, sempre pelo mesmo motivo. Casos como o de Tiger Woods, cuja carreira foi marcada por lesões, ou de Jason Day, que soma 12 desistências profissionais por problemas físicos mas conseguiu gerir a situação e conquistar 13 títulos no PGA Tour, mostram que a gestão destas situações é decisiva para prolongar a carreira e manter-se competitivo.

O próprio Seamus Power, ao justificar a sua ausência, reconheceu a limitação: “Tentei aguentar até ao fim, mas percebi que não seria sustentável continuar a competir nestas condições”, declarou o irlandês à saída do campo, visivelmente frustrado. Esta declaração ilustra o dilema que muitos atletas de elite enfrentam, obrigados a ponderar o risco de agravar a lesão contra a vontade de continuar a competir e lutar por vitórias.

Com este novo revés, Power vê-se forçado a redefinir prioridades e a apostar numa recuperação completa para evitar mais interrupções prolongadas na sua campanha. A sua ausência do John Deere Classic permitirá aos rivais ganhar terreno, enquanto o irlandês terá de focar-se na reabilitação e numa preparação física mais robusta, sob pena de comprometer o resto da época. Para já, fica a dúvida sobre a rapidez com que poderá regressar à competição em pleno, e se conseguirá ultrapassar este ciclo negativo de lesões. O próximo capítulo da sua carreira dependerá, em grande medida, da capacidade para gerir a saúde e recuperar a melhor forma, num circuito cada vez mais exigente e implacável para quem vacila.

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