Ryan Fox protagonizou uma recuperação histórica para conquistar o seu primeiro título major no 154.º Open Championship, assegurando a vitória por apenas um golpe sobre Cameron Young. A prova decorreu em Royal Birkdale, onde o golfista neozelandês demonstrou uma resiliência impressionante para triunfar num dos palcos mais exigentes do golfe mundial.
O torneio, disputado em julho de 2026, viu Fox começar de forma algo irregular, com um 72 na primeira volta. No segundo dia, melhorou para 68, garantindo a qualificação para a fase final. O ponto de viragem surgiu no terceiro dia, quando assinou uma ronda excecional de 62, com nove birdies e um bogey, tornando-se o terceiro jogador da semana a alcançar essa marca, atrás de Lucas Herbert e Sam Burns. No último dia, Fox partiu com dois golpes de desvantagem para Burns, alinhando na última partida com o adversário.

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Cameron Young destacou-se cedo com um 64, fixando-se em nove abaixo do par ao terminar. Contudo, a consistência de Fox prevaleceu, especialmente após a queda de Kim Si-woo na parte final do percurso. O neozelandês respondeu com birdies decisivos nos buracos 13 e 14, sofreu um bogey no 15, mas recuperou com birdie no 16 e manteve a compostura até ao último buraco. Precisando de birdie para vencer, não falhou e fechou o torneio com um putt certeiro, garantindo o título com um golpe de vantagem.
Além da glória, Fox arrecadou um prémio monetário de 3,2 milhões de dólares, numa edição do Open que aumentou o seu prize money para 17,75 milhões, um acréscimo de 750 mil dólares face a 2025. Este valor situa-se abaixo dos outros majors como Masters, US Open e PGA Championship, mas continua a ser um prémio significativo. Para Fox, esta vitória representa a terceira no PGA Tour e a consagração como o segundo neozelandês campeão do Open, depois de Sir Bob Charles em 1963.
A tabela de prémios revela que Cameron Young recebeu 1,842 milhões, enquanto Sam Burns, terceiro classificado, ganhou 1,181 milhões. Jogadores como Scottie Scheffler e Tommy Fleetwood dividiram o quarto lugar com 827,5 mil dólares cada, evidenciando a elevada competitividade do evento. Até os profissionais que não passaram o corte receberam compensações, com os dez primeiros a não qualificar a receberem 12.900 dólares, e os amadores não tendo direito a prémios.
Ryan Fox entrou para a história do golfe com a maior recuperação após 36 buracos para vencer um major masculino, partindo da 52.ª posição até ao triunfo final. A sua vitória destaca-se como um marco para o golfe da Nova Zelândia e para o próprio jogador, que agora se coloca entre os grandes nomes do desporto. O impacto desta conquista deverá impulsionar a carreira de Fox e aumentar a sua visibilidade no panorama internacional do golfe profissional.
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