Scottie Scheffler enfrentou a sua primeira falha em cortar um torneio em quase quatro anos, terminando bruscamente uma sequência impressionante de 78 cortes consecutivos, a segunda maior da história do PGA Tour. A situação ocorreu no Scottish Open, poucos dias antes de defender o título no Open Championship, que decorre em Royal Birkdale, Inglaterra.
O norte-americano, número um do mundo, com quatro majors no currículo e mais de 20 vitórias no circuito, partilhou numa entrevista ter recebido conselhos não enviados por um amigo do PGA Tour sobre o que fazer após falhar o corte. “Ele disse-me: ‘Podes praticar nas instalações, ir ao ginásio, e ainda ir para o próximo torneio’. Basicamente todas as opções,” revelou Scheffler. Embora frustrante, o momento não abalou o seu espírito competitivo: “Nunca queres ficar de fora num fim de semana, mas quando és o defensor do título, há sempre mais coisas para fazer. Não foi o fim do mundo.”

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A sua estadia antecipada no Royal Birkdale teve um propósito claro: conhecer um campo que nunca tinha visto antes, numa condição especialmente desafiante, com relvados firmes e secos, descritos pelo jogador como “a bola vai rolar para sempre”. A estratégia exigida pelo percurso, onde cada buraco oferece múltiplas decisões, promete testar ao máximo a sua capacidade de adaptação, especialmente no 16.º buraco com 393 jardas e vento a favor, e no renovado 5.º buraco, que apresenta vários obstáculos perigosos.
Scheffler também cumpriu o ritual de devolver o Claret Jug, o troféu do Open, que conquistou em 2023 no Royal Portrush, antes de jogar uma exibição com estrelas como Jordan Spieth, Tommy Fleetwood e Justin Rose. Este último, com experiência em Royal Birkdale, destacou a imprevisibilidade dos campos links: “Um campo links é interessante porque nunca se conhece realmente bem. Pode jogar de forma muito diferente de década para década, especialmente com o clima a influenciar muito.”
Apesar da recente quebra de rendimento, Scheffler mantém uma atitude positiva. “Não acho que doa tanto como chegar perto de ganhar e ficar em segundo. No Travelers, sentir que perdi foi pior do que não passar o corte. Mas passar o corte é muito mais frustrante,” confessou, referindo-se à recente derrota num playoff contra Viktor Hovland. O desgaste natural da temporada também pesa: “Fiquei com alguns dias de descanso, redefini a mente e o corpo, e estou pronto para defender o título.”
A defesa do título no Open não é tarefa fácil; ninguém o consegue desde 2008 com Padraig Harrington. Para Scheffler, uma semana poderá mudar completamente a perspetiva sobre a sua temporada. O desafio em Royal Birkdale promete ser o teste mais exigente do ano, onde o número um do mundo terá de provar que está à altura das circunstâncias e pronto para voltar ao topo.
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