Flavio Cobolli não conquistou o título no Roland Garros, mas a sua estreia numa final de Grand Slam deixou uma marca indelével no ténis italiano. O jovem talento italiano, após perder para Alexander Zverev, mostrou uma maturidade e ambição que prometem revolucionar o seu percurso e desafiar os mais experientes no circuito mundial.
Com a voz firme e um brilho nos olhos, Cobolli confessou na conferência de imprensa a sua enorme satisfação por ter chegado tão longe: “Devo ser fiero de me mesmo. Quero continuar a provar, ainda e ainda.” Reconheceu o mérito do adversário, afirmando que Zverev “merecia conquistar um Grand Slam” e que, apesar da derrota, sentia orgulho do que realizou nestas duas semanas em Paris. Este jovem italiano, que há pouco tempo nem sequer imaginava alcançar tal feito, demonstrou uma autoconfiança renovada, essencial para o seu futuro promissor.
Sobre as dificuldades físicas sentidas durante o encontro, Cobolli revelou: “Depois do quarto set, tive cãibras no gémeo. Tentei fazer o meu melhor, mas o corpo falhou-me. Estava exausto.” Mesmo assim, não desistiu no quinto set, onde reconheceu que o alemão estava «mais fresco» e melhor preparado para gerir os momentos-chave do jogo. Esta luta até ao fim, mesmo com limitações físicas graves, mostra uma resiliência que poderá ser determinante para a sua evolução.
Quando questionado sobre a possibilidade de voltar a disputar uma final de Grand Slam, o italiano não hesitou: “Quando já chegaste a uma, porque não jogar outra?” Fruto do trabalho árduo, da paciência e do talento, Cobolli garantiu que continuará a esforçar-se para manter o seu lugar entre os melhores, com um olhar já focado em novos objetivos, como os Jogos Olímpicos de Torino, que são uma meta clara para ele desde o início da temporada.
A preparação para a final também mereceu destaque: “Estava nervoso, acordei com um vazio no estômago que não costumo ter. Percebi que não estava a fazer o que devia, então, com o meu equipa, tentámos mudar a abordagem e fui mais instintivo em campo.” Este ajuste mental revela a sua capacidade de adaptação, essencial para sobreviver no ténis de topo.
Por fim, Cobolli emocionou ao dedicar um momento à sua mãe, figura central na sua vida e carreira. “A minha mãe foi quem me criou, acompanhou-me nos treinos e esteve sempre presente, mesmo quando o meu pai não estava. É como se só tivesse tido uma figura parental até aos 17 anos. Ela merece todo o crédito e o meu agradecimento por estar aqui hoje.” Esta relação próxima e discreta tornou-se um pilar fundamental para a estabilidade emocional do jovem tenista.
Flavio Cobolli saiu do Roland Garros com a cabeça erguida, determinado a transformar esta experiência num trampolim para voos ainda mais altos. O ténis italiano tem em mãos um diamante em bruto que está a começar a brilhar intensamente no palco mundial. Se continuar a trabalhar com esta determinação e humildade, o futuro promete ser risonho e repleto de conquistas para este prodígio do desporto-rei.
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