No epicentro da polémica que abalou o Madrid Open de 2026, a final feminina entre Marta Kostyuk e Mirra Andreeva terminou em choque dentro e fora das quadras. A jovem russa Andreeva perdeu em dois sets para a ucraniana Kostyuk, mas o que mais incendiou as redes sociais foi a ausência do tradicional aperto de mão — um gesto que simboliza muito mais do que um protocolo desportivo, numa altura em que o conflito entre Rússia e Ucrânia se reflecte também no desporto.
Alex Dolgopolov, antigo número 13 do ATP e ex-estrela ucraniana, não hesitou em atacar Mirra Andreeva nas redes sociais, denunciando ligações chocantes da russa a Vladimir Putin, através de interações em redes sociais. “Parabéns à Marta, bem merecido! Primeiro a sua adversária gosta de posts sobre Putin, depois os fãs dela fingem que ela é graciosa no discurso e odeiam a Marta 🤡 Que noite de sábado tão divertida”, escreveu Dolgopolov no X (antigo Twitter), aludindo às polémicas preferências da russa no Instagram.
Esta não é a primeira vez que Mirra Andreeva se vê envolvida em acusações sobre apoio a conteúdos pró-Rússia e pró-Putin, especialmente desde a invasão da Ucrânia em 2022. Entre 2023 e 2024, vários relatos surgiram, apontando que a jovem russa teria gostado de múltiplas publicações que exaltavam a figura do presidente russo. A situação já havia provocado reações de outras jogadoras ucranianas, como Dayana Yastremska, que chegou a pedir uma ação da WTA contra Andreeva.
As críticas de Dolgopolov não passaram despercebidas e desencadearam uma forte reação dos fãs de Mirra Andreeva, que rapidamente atacaram o ex-tenista ucraniano. “Que surpresa, trazer política para o desporto 🤡”, escreveu um seguidor. “Hahaha, uma miúda de 19 anos a provocar-te? És um chorão. Ela gostou desse post quando tinha 15 ou 16 anos? Ridículo”, defendeu outro. Havia ainda quem insistisse que a culpa poderia ser da equipa de comunicação da jovem russa e não dela própria: “Ela estava com 15 anos quando alguém da sua equipa de media gostou desse post, não ela. Defender o teu país é normal, mas espalhar isto contra uma adolescente é demais.”
Apesar do turbilhão mediático, a verdade incontornável é que Marta Kostyuk conquistou o seu primeiro título WTA 1000 e deve ascender ao 15º lugar do ranking mundial, subindo do 23º posto. Por seu lado, Mirra Andreeva, mesmo com a derrota, também sobe no ranking, atingindo o 7º lugar da hierarquia mundial.
Este episódio no Madrid Open reflete as tensões políticas que agora invadem o mundo do ténis, colocando em xeque a linha tênue entre desporto e diplomacia. Enquanto Marta Kostyuk mantém a sua postura firme e representa o orgulho ucraniano, Mirra Andreeva enfrenta o escrutínio público pelas suas ligações controversas. O futuro próximo promete mais batalhas dentro e fora das quadras, onde a raquete e as redes sociais se cruzam numa disputa explosiva.
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