Daniil Medvedev revela história dramática de fuga na fronteira após deixar dubai

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O mundo do ténis foi abalado por uma situação verdadeiramente alarmante que pôs em risco a participação de alguns dos seus principais jogadores no Indian Wells Open. Daniil Medvedev, Andrey Rublev e Karen Khachanov encontraram-se numa verdadeira odisseia no Médio Oriente, onde a instabilidade geopolítica ameaçou suas carreiras. Após tensões elevadas entre os Estados Unidos e o Irão, a situação tornou-se crítica durante os Dubai Tennis Championships, levando os atletas a uma fuga precipitada que parecia saída de um filme de Hollywood.

Em uma conversa reveladora com Sofya Tartakova, da Bolshe, Medvedev relatou os detalhes dramáticos da sua viagem. A primeira etapa começou com uma longa e tensa viagem de carro até Omã. “Chegámos a Omã de carro. Alguém conseguiu fazer o percurso em 4 horas e 30 minutos, enquanto outros levaram nove horas – nós fizemos em sete horas”, contou o tenista.

A viagem, no entanto, não foi isenta de percalços. O motorista da comitiva de Medvedev cometeu um erro crítico ao não encontrar o passaporte na travessia da fronteira. “O nosso motorista não conseguiu encontrar o passaporte. Fomos os únicos a cruzar a fronteira, mas depois tivemos que voltar para os Emirados Árabes Unidos. Ele encontrou o passaporte no estacionamento, e então seguimos para Omã. Passámos lá a noite e no dia seguinte voámos para Istambul, onde passámos a noite num hotel antes de finalmente seguirmos para Los Angeles”, explicou Medvedev, ainda impressionado com os eventos que se desenrolaram.

Ele descreveu a experiência como surreal, comparando-a a uma cena de ação cinematográfica. “Se contares todos os detalhes, é claro que é algo incomum. Sentes que estás num filme de Hollywood: atravessando fronteiras, visitando Omã pela primeira vez”, afirmou. A viagem foi feita em companhia dos colegas russos Rublev e Khachanov, que também enfrentaram as mesmas dificuldades.

Durante o período de incerteza, os jogadores mantiveram-se atentos às rotas de voo online, monitorizando incessantemente o FlightRadar, um site que se tornou crucial para planejar sua fuga. “Claro que estávamos sempre de olho no FlightRadar para entender de onde estavam a sair os aviões. Tornou-se um dos sites mais populares, suponho”, admitiu Medvedev.

A situação em Dubai era caótica, com mais de 40 jogadores e suas famílias temporariamente presos devido às crescentes tensões geopolíticas. Os relatos indicavam que as alternativas de viagem incluíam uma longa e cansativa viagem de carro de seis horas até Omã ou uma dez horas até Riade. No entanto, Medvedev e seus dois colegas optaram pelo caminho mais direto para Omã, onde conseguiram embarcar num voo especial que os levou finalmente aos Estados Unidos.

Enquanto isso, Khachanov, que também chegou a Indian Wells, expressou seu alívio após a difícil jornada. “Olá a todos! No geral, tudo está bem, graças a Deus. Estivemos em Dubai com a minha família e não conseguimos sair a tempo antes de tudo começar. Então, simplesmente passámos o tempo em casa, com a família”, comentou nas redes sociais. Ele reconheceu a confusão e incerteza que pairaram sobre a situação, destacando a dificuldade em saber qual o melhor plano a seguir. “Para ser honesto, estávamos um pouco incertos porque não sabíamos o que iria abrir ou fechar, o que fazer, se deveríamos sair ou ficar, treinar ou não.”

Por fim, a viagem tumultuada culminou numa saída bem-sucedida: “Finalmente, ontem conseguimos voar de Omã para Istambul, e agora estamos a caminho de Los Angeles esta manhã. Assim foi, graças a Deus. Vamos tentar jogar em Indian Wells”, finalizou Khachanov.

A situação não deixou de gerar preocupação entre os colegas de circuito, incluindo Carlos Alcaraz, que admitiu que a escalada repentina das tensões surpreendeu muitos jogadores, especialmente aqueles que tinham competido na região dias antes. “Foi surpreendente, porque há apenas uma semana estávamos todos a jogar lá, e de repente tudo aconteceu”, refletiu Alcaraz, expressando a preocupação com os colegas ainda retidos em Dubai.

Agora, enquanto Medvedev, Rublev e Khachanov se preparam para competir em Indian Wells, a tensão continua a pairar sobre a comunidade do ténis global, com a incerteza das viagens a afetar não apenas a carreira dos jogadores, mas também a própria essência do desporto.

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