No dia em que celebra o seu 39º aniversário, Novak Djokovic surge mais determinado do que nunca, pronto para ultrapassar os seus próprios limites e perseguir um feito histórico: conquistar o seu 25º título de Grand Slam. Contudo, o caminho tem sido tudo menos fácil. O corpo do tenista sérvio tem condicionado a sua presença nas competições nos últimos meses, obrigando-o a um longo processo de recuperação que quase o afastou por completo das quadras.
Em conferência de imprensa, Djokovic revelou o drama físico que enfrentou: “Foi uma causa de força maior. Gostaria de ter jogado mais, mas o meu corpo não me permitiu. Passei por um processo de reabilitação após uma lesão e, depois do Masters 1000 de Indian Wells, fiquei impossibilitado de competir durante vários meses. Joguei em Roma para testar-me. Dediquei muitas horas em campo a tentar aperfeiçoar o meu jogo e preparar o meu corpo, tanto física como tecnicamente, para resistir ao esforço das partidas de cinco sets”.
O tenista de Belgrado não esconde as dúvidas sobre a sua condição física atual: “Não sei se isto será suficiente para enfrentar todo o torneio. Os Grand Slams são a minha prioridade máxima, especialmente nos últimos anos. Tento sempre chegar ao meu melhor nível para ter um bom desempenho nestes eventos. Tenho muita vontade de competir e de entrar em court”. Sobre a sua participação em Roma, admitiu: “Estava longe de estar pronto, mas precisava de jogar pelo menos uma partida para sentir novamente a pressão da competição antes de Paris. A minha presença no Roland Garros esteve seriamente em dúvida, mas felizmente o corpo respondeu bem. Aqui estou, veremos o que acontece”.
Relativamente à ausência do jovem prodígio Carlos Alcaraz, que está de fora devido a uma lesão no pulso, Djokovic mantém a calma e não acredita que isso altere significativamente as suas hipóteses de vitória. “Não pensei nisso. Sinto que, se estiver bem fisicamente e conseguir manter um nível constante durante todo o torneio, terei sempre oportunidades. Claro que não terei a mesma frescura até ao final, mas se conseguir manter-me em condições e avançar, acredito que tenho sempre uma grande chance. Já o demonstrei este ano na Austrália, onde estive perto de ganhar outro Grand Slam. Tenho sempre essa convicção quando entro em campo”.
Num momento carregado de respeito e admiração, Djokovic dedicou palavras emocionantes a Jannik Sinner, o jovem italiano que tem surpreendido o mundo do ténis com conquistas históricas. “Quero felicitar novamente o Jannik. Já o fiz nas redes sociais, mas volto a dizer: é um resultado incrível para ele e para a sua equipa. Falámos muitas vezes sobre o quão impressionante ele é em todas as superfícies. Talvez alguns duvidassem que pudesse ser dominante na terra batida como é no piso duro, mas ele provou que é. Ser um dos dois únicos jogadores na história a completar o Golden Masters é algo extremamente difícil. Eu sei bem disso. Portanto, dou-lhe os parabéns porque é um marco enorme. E ele é muito jovem, ainda tem muito tempo pela frente”.
Djokovic sublinha ainda que Sinner está numa fase brilhante da carreira e alerta para o perigo que representa, sobretudo com a ausência de Alcaraz: “Penso que ele está a perseguir o Golden Slam aqui, se não me engano. Está provavelmente no melhor momento da sua carreira. A ausência do Carlos aumenta ainda mais as suas chances de continuar a ganhar Grand Slams. Estamos todos aqui para tentar derrotá-lo e impedir que continue a acumular títulos”.
Novak Djokovic não esconde a ambição e a confiança para o que aí vem: entre dores, desafios físicos e uma rivalidade feroz, o sérvio está determinado a deixar a sua marca e a escrever mais um capítulo grandioso na história do ténis mundial. O Roland Garros promete emoções fortes, e o número 1 do mundo está pronto para a guerra.
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