Elena Rybakina, após conquistar o título do US Open, viu-se confrontada com uma redução significativa nos seus ganhos. A nova número um do mundo, proveniente do Cazaquistão, arrecadou um cheque final de 5,5 milhões de dólares, um montante histórico que representa um aumento em relação aos 5 milhões ganhos por Aryna Sabalenka no ano anterior. Este incremento faz parte da iniciativa do US Open de aumentar o prémio total em 20%, que este ano atingiu a impressionante marca de 108 milhões de dólares, a primeira vez que um Grand Slam ultrapassa os 100 milhões.
No entanto, a alegria da vitória é atenuada pelas pesadas deduções fiscais que Rybakina terá de suportar. De acordo com a legislação federal dos Estados Unidos, a jogadora terá de pagar uma taxa de 37% sobre os seus ganhos, aplicável a todos os rendimentos que ultrapassem os 609.351 dólares. Para agravar a situação, Rybakina também estará sujeita a um imposto estadual de 9,65% por ser proveniente de Nova Iorque, onde se realizou o torneio.
Com a aplicação de todos estes impostos, a jogadora enfrentará uma redução aproximada de 2,5 milhões de dólares dos seus ganhos. Apesar de este corte representar quase metade do montante que ganhou, a jogadora não deverá queixar-se, uma vez que conquistou o seu terceiro título de Grand Slam e alcançou a posição de número um do mundo.
Em termos concretos, após todos os descontos fiscais, Rybakina deverá levar para casa cerca de 2,92 milhões de dólares. O corte federal de 37% resultará numa dedução aproximada de 2,03 milhões de dólares, com o imposto estadual a acrescentar mais de 530 mil dólares. No court, Rybakina demonstrou um ténis excepcional, derrotando Sabalenka no seu próprio estilo de jogo poderoso, e conquistando a antiga número um do mundo em finais de Grand Slam pela segunda vez este ano. A sua performance não só solidificou a sua posição no ranking, mas também reforçou o compromisso do US Open com a igualdade de prémios entre géneros, um princípio defendido desde 1973, graças aos esforços de Billie Jean King.
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