Elina Svitolina retira-se em cincinnati e levanta dúvidas para o US Open

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Elina Svitolina, uma das tenistas mais em forma do circuito, viu a sua participação no Cincinnati Open interrompida de forma abrupta devido a uma lesão no tornozelo direito, a apenas duas semanas do US Open. A número 9 do mundo retirou-se antes do seu jogo de terceira ronda contra Wang Xiyu, uma decisão que levanta sérias preocupações sobre a sua condição física para o torneio de Nova Iorque.

“Infelizmente, tentei o meu melhor para me recuperar, mas a lesão que sofri em Toronto, agravada pelo jogo da segunda ronda, não cicatrizou como esperava,” afirmou Svitolina em comunicado. “Estava ansiosa por jogar aqui. Tenho, claro, grandes recordações de competir em Cincinnati. Muito triste por ter de desistir nesta ronda.”

A lesão no tornozelo surgiu pela primeira vez durante o torneio de Toronto, onde Svitolina alcançou as meias-finais, antes de perder para a eventual campeã, Iga Swiatek. Em Cincinnati, a sua luta na segunda ronda contra Tereza Valentova foi uma verdadeira demonstração de resiliência, onde precisou de um tempo médico e conseguiu salvar sete pontos de encontro em um tie-break, antes de vencer o set final por 6-0. Contudo, essa bravura teve um custo, e menos de 48 horas depois, o seu corpo não conseguiu responder.

Wang Xiyu avança à próxima fase por desistência, enquanto Svitolina foca totalmente na recuperação. A sua retirada é especialmente dolorosa, não apenas pela forma que apresentava, mas também pelo que está em jogo. Desde que voltou ao circuito como mãe, Svitolina tem vindo a construir uma das temporadas mais dominantes da sua carreira, subindo até à sua melhor classificação em anos. Uma lesão severa agora seria uma injustiça cruel.

Além dos feitos desportivos, um marco pessoal também está em risco. Svitolina prepara-se para a sua estreia em pares mistos no US Open com o marido, Gael Monfils. Sendo este o ano de despedida de Monfils, esta pode ser a única oportunidade que têm de partilhar um court de Grand Slam, um momento que ambos sonham há muito. Svitolina já falou abertamente sobre como tem apoiado Monfils durante o seu processo emocional de reforma, e agora a sua própria condição física ameaça ofuscar essa experiência.

A história de Svitolina em torneios de Grand Slam não é isenta de desafios; já enfrentou problemas significativos em edições anteriores, como em Wimbledon 2019 (costas) e no Australian Open 2021 (joelho), com a dor a definir o seu percurso. Desta vez, os riscos são ainda maiores, com uma temporada em alta, uma posição no top 10 e um marco familiar que pode ser único.

Agora, tudo depende da rapidez com que o seu tornozelo cicatriza. O US Open está à espera, assim como Monfils.


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