Grigor Dimitrov promete lutar pelo sonho do Grand Slam após queda em Wimbledon

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Grigor Dimitrov voltou a sentir na pele a crueldade de Wimbledon, desta vez derrotado num épico duelo a cinco sets diante do britânico Arthur Fery, mas recusou abandonar o sonho de conquistar um título do Grand Slam. O búlgaro, ex-número três mundial, caiu nos oitavos-de-final por 7-5, 3-6, 4-6, 6-4 e 7-6(7), num encontro decidido apenas no tie-break final do quinto set, perante uma plateia rendida ao espectáculo do Centre Court.

Com 35 anos, Dimitrov viu escapar-lhe mais uma oportunidade de avançar para a segunda semana de um major, apesar de ter tido hipóteses ao longo do encontro. Arthur Fery, wildcard britânico, manteve a frieza e assinou a maior vitória da carreira, encerrando a campanha do búlgaro em Wimbledon. Este desaire trouxe-lhe memórias ainda mais duras: faz precisamente um ano, Dimitrov defrontava Jannik Sinner no mesmo palco e na mesma ronda, liderava o marcador, mas viu-se forçado a abandonar devido a lesão frente ao futuro campeão do torneio.

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Desta vez, pelo menos, saiu pelo próprio pé e entre aplausos calorosos do público. Dimitrov, apesar da desilusão, optou por valorizar o facto de continuar a criar oportunidades ao mais alto nível, mesmo após vários anos a competir entre os melhores. Questionado sobre se esta experiência em Wimbledon lhe deixaria recordações mais felizes do que o desgosto da lesão frente a Sinner, Dimitrov não escondeu que “no court é sempre uma derrota, não é propriamente feliz”, mas fez questão de acrescentar: “Vou optar por vê-lo como um momento feliz”.

“Cada jogo que disputei até agora foi recheado de emoções. É triste, claro que sim. Queria fazer melhor, quem sabe o que poderia ter acontecido. Pelo menos agora sei que simplesmente não tive o suficiente para conseguir”, explicou o búlgaro. O antigo semifinalista de Wimbledon (2014), e também das meias-finais do Australian Open e US Open, reconheceu que cada oportunidade é cada vez mais preciosa nesta fase da carreira.

Dimitrov, que já alcançou o topo do ténis mundial e conquistou as ATP Finals em 2017, mantém o sonho intacto. “Vou ganhar um Grand Slam? Não sei. Mas continuo a dar-me oportunidades para lá chegar. O objectivo de vencer um Grand Slam nunca desapareceu. Vou continuar a tentar”, prometeu o búlgaro, reafirmando a determinação em não baixar os braços.

Sobre as dificuldades crescentes de competir ao mais alto nível após mais de uma década entre a elite, Dimitrov foi claro: “Não posso simplesmente ligar o interruptor ao fim de 52 semanas e esperar jogar o meu melhor ténis”, confessou, sublinhando: “Tenho de lutar ainda mais agora, mais do que antes. Tenho de me esforçar muito mais do que antes”.

Com a nova vaga de talentos a surgir e as margens de erro a reduzir-se nos grandes palcos, Dimitrov admitiu a necessidade de máxima atenção a cada detalhe, dentro e fora do court. “Agora tudo duplica para mim e preciso de ser muito selectivo com tudo o que faço, em campo e fora dele, para me dar a melhor chance”, sublinhou o tenista.

Apesar de mais uma saída prematura do All England Club, a crença permanece inabalável. Dimitrov perdeu mais uma batalha dramática no relvado sagrado, mas recusa baixar os braços enquanto persegue o título de Grand Slam que continua a escapar-lhe.

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