Naomi Osaka surpreendida com privilégio exclusivo após eliminar Sabalenka

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Naomi Osaka surpreendeu tudo e todos ao descobrir, em directo e para gáudio geral, que a sua chegada aos quartos-de-final de Wimbledon lhe dava acesso vitalício a um dos clubes mais exclusivos do ténis mundial. Depois de eliminar a número um do mundo, Aryna Sabalenka, no court central, Osaka foi informada, já na conferência de imprensa, que se tornara membro do Last Eight Club, uma tradição reservada aos jogadores que atingem esta fase do torneio.

A reacção da antiga número um mundial foi, no mínimo, hilariante e genuína. “Oh, espera, espera, porque eu pensava que só se recebia aquele pinzinho,” comentou Osaka, visivelmente confusa. “Posso treinar aqui quando quiser? Isso é um dos privilégios?” O momento, captado em directo, rapidamente se tornou viral, mostrando que até as maiores estrelas do circuito podem desconhecer algumas das tradições mais singulares de Wimbledon. O triunfo sobre Sabalenka não só representou um marco na carreira da japonesa, com a primeira presença nos quartos-de-final do Grand Slam britânico, como também lhe abriu as portas a benefícios vitalícios no All England Club.

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O Last Eight Club foi criado em 1986 precisamente para distinguir todos os tenistas que conseguem alcançar os quartos-de-final de singulares, as meias-finais de pares ou a final de pares mistos. A entrada é automática e vitalícia, garantindo acesso durante o torneio para o próprio jogador e um acompanhante, passes para os courts principais, e ainda acesso a uma zona de hospitalidade exclusiva. Esta tradição distingue-se por reconhecer não só campeões, mas também todos aqueles que se afirmam entre a elite da competição.

A reacção de Osaka expôs um desconhecimento curioso: “Então é preciso ganhar para ser membro?” perguntou, antes de ter a confirmação do jornalista de que bastava chegar aos quartos-de-final. “Ok. E é de graça?” retorquiu a japonesa, ainda incrédula. “Ah, isso é fixe. Acho que vou pesquisar no Google quais são os privilégios,” concluiu, arrancando gargalhadas na sala.

Pouco antes desta revelação, Osaka protagonizara uma das melhores exibições desde o seu regresso ao topo do ténis. A vitória sobre Sabalenka, por 6-2 e 7-6(2), pôs fim à caminhada da bielorrussa como primeira cabeça de série e marcou a primeira vez que Osaka ultrapassou os oitavos-de-final em Wimbledon, após ter perdido os três encontros anteriores frente a Sabalenka em 2026. Este resultado significou também a eliminação mais precoce da bielorrussa num Grand Slam desde Roland Garros 2022, e a primeira derrota em sets diretos em 122 encontros em torneios do Grand Slam.

No final, Osaka revelou o significado especial deste momento: “Já não me divertia tanto em campo há muito tempo. Conseguir fazê-lo aqui significa muito para mim.” Agora, a nipónica irá medir forças com a checa Karolina Muchova, décima cabeça de série, por um lugar nas meias-finais. Muchova, por sua vez, avançou após eliminar a campeã em título, Barbora Krejcikova, assegurando que Wimbledon verá uma nova campeã de singulares femininos pela décima edição consecutiva.

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