Jannik Sinner está a emergir como a versão evoluída de Novak Djokovic, segundo Renzo Furlan, treinador de Luca Nardi, que não hesita em apelidar o jovem italiano de “Djokovic 2.0”. Esta comparação ganha ainda mais força depois do confronto entre ambos na temporada de 2026, que está empatado a um triunfo para cada lado. Djokovic venceu Sinner nas meias-finais do Open da Austrália, mas Sinner vingou-se em Wimbledon, afastando o sérvio e impedindo-o de conquistar o seu 25.º título de Grand Slam.
O domínio de Sinner em Wimbledon chamou a atenção pelo seu serviço praticamente imbatível, tendo sido quebrado apenas uma vez ao longo do torneio, no primeiro encontro frente a Miomir Kecmanovic. Alexander Zverev, finalista do torneio, também não conseguiu tirar partido do serviço do italiano, obtendo apenas uma oportunidade de break point. Jessica Pegula chegou a classificar o serviço de Sinner como um “piada”, o que demonstra a evolução do jogador. Renzo Furlan destacou ainda que Sinner bate a bola com uma velocidade superior à do campeão de 24 Grand Slams.

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“Sinner é uma versão evoluída de Nole: jogam de forma semelhante, mantêm a bola em constante movimento e ambos melhoraram o serviço ao longo das suas carreiras. Contudo, Sinner é mais poderoso; os seus golpes são mais rápidos”, afirmou Furlan ao Corriere dello Sport. A temporada de Sinner em 2026 tem sido impressionante, com seis títulos conquistados, incluindo cinco Masters 1000 consecutivos no início do ano. O italiano demonstrou uma ética de trabalho incansável e um repertório técnico extenso que lhe permite inovar e adaptar-se rapidamente em court.
Apesar de ter sido eliminado precocemente no Open de França devido a cãibras, interrompendo a sua tentativa de conquistar o Career Grand Slam, Sinner continua a ser apontado como um dos principais nomes do ténis mundial. Furlan considera que ele e Carlos Alcaraz lideram uma nova geração que está muito à frente do resto da concorrência, mesmo com a recente vitória de Zverev em Roland Garros.
“Apesar da melhoria de Zverev e da confiança adquirida, Wimbledon mostrou a superioridade de Sinner e Alcaraz. São os únicos capazes de manter um nível elevado durante horas e ainda elevar o seu jogo nos momentos decisivos”, acrescentou Furlan. Alcaraz, que não participou em Wimbledon devido a uma lesão no pulso, poderá regressar no Masters de Cincinnati em agosto, onde é o atual campeão.
A batalha entre Sinner, Djokovic e Alcaraz promete animar o circuito, com a nova geração a desafiar os grandes nomes do ténis e a elevar o nível das competições futuras. Renzo Furlan deixa claro que Sinner já não é apenas uma promessa, mas uma realidade consolidada que merece o estatuto de protagonista no panorama internacional.
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