O domínio absoluto de Alexander Zverev sobre Taylor Fritz em Wimbledon fez estremecer o torneio e pôs fim a uma série negra de sete derrotas consecutivas frente ao norte-americano. No embate dos quartos-de-final, disputado na quarta-feira, Zverev venceu de forma contundente por 6-4, 6-4, 6-2, consolidando finalmente o seu estatuto perante um rival que lhe tinha sido sempre superior nos encontros anteriores.
O alemão, campeão em título de Roland Garros, não só quebrou o enguiço frente a Fritz, como melhorou o registo direto para 6-10. Fritz, vice-campeão do US Open 2024, procurava levantar o seu sexto troféu em relva, mas viu as suas aspirações comprometidas quando uma lesão crónica no joelho se reacendeu logo no início do jogo. Apesar do contratempo físico, o norte-americano rejeitou que a lesão tenha sido determinante para o desfecho, preferindo realçar o mérito do adversário. Na conferência de imprensa após a derrota, Fritz explicou: “Não sei muito bem o que dizer. Senti o joelho a meio do terceiro jogo e, apesar disso, talvez ainda pudesse ter jogado muito melhor. Mas, para ser honesto… não sei que diferença teria feito no resultado do encontro.”

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O norte-americano não poupou elogios à exibição de Zverev: “Ele está a servir de uma forma incrivelmente difícil de contrariar. Foi muito agressivo tanto com a direita como com a esquerda. Muito agressivo. Bateu muito bem na bola. Jogou mesmo muito bem. Não foi o jogo que eu esperava, diria. Gostava de me ter sentido a 100% para lhe poder dar luta, mas… Sim, não sei o que dizer. Não sei porque me senti assim hoje.”
Fritz continua, assim, sem títulos desde que conquistou o seu quinto troféu em relva em Eastbourne, onde somou a quarta vitória nesse torneio. Esta época já disputou três finais, mas perdeu todas — duas para Ben Shelton, em Dallas e Estugarda, e uma para Frances Tiafoe, no Open de Halle.
Esta vitória marca um momento histórico para Zverev, que nunca tinha ultrapassado os oitavos-de-final em Wimbledon. Agora, na sua estreia numa meia-final do Grand Slam londrino, terá pela frente Arthur Fery, o último representante britânico em prova. Fery surpreendeu ao afastar o ex-número 3 mundial Grigor Dimitrov em cinco sets e, de seguida, eliminou o finalista de Roland Garros deste ano, Flavio Cobolli, para garantir um duelo inédito com Zverev.
Fritz antevê dificuldades para Fery: “Acho que o Zverev vai ser incrivelmente difícil de bater, principalmente pela forma como está a servir. Não creio que isso vá mudar de um dia para o outro. Podemos esperar que ele acerte pelo menos 70% dos primeiros serviços, com muita potência. Está a jogar com muita confiança. Vamos ver se o público, a jogar contra alguém que é o grande favorito, consegue causar alguma surpresa. Sim, ele está muito confiante e a jogar muito bem.”
Caso Zverev vença e alcance a final, destronará Carlos Alcaraz do segundo lugar do ranking mundial. O adversário na final sairá do embate entre Jannik Sinner, campeão em título, e Novak Djokovic, detentor de 24 títulos do Grand Slam.
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