Zverev vence Fery e revela fraqueza da jovem promessa no wimbledon

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Alexander Zverev garantiu a sua presença na final de Wimbledon pela primeira vez ao vencer com facilidade o wildcard britânico Arthur Fery, mas como conseguiu o alemão desmontar o inesperado herói deste torneio?

O número 2 do ranking entrou em campo no Centre Court como claro favorito para juntar-se ao restrito grupo de jogadores que alcançaram a final dos quatro Grand Slams, mas demorou a impor a sua autoridade frente a um adversário que só cedeu após um tie-break inicial dominado por Zverev. O encontro terminou com o resultado de 7-6(0), 6-2, 6-4 a favor do germânico.

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Fery tinha um plano bem definido: neutralizar os serviços poderosos dos seus adversários, algo que lhe tinha corrido bem ao longo do torneio. No primeiro set, o jovem britânico conseguiu bloquear o serviço forte de Zverev e até recuperou de um break inicial para voltar à disputa do set. Posicionando-se profundamente atrás da linha de base e variando os ângulos, Fery conquistou alguns pontos, obrigando Zverev a cometer erros ao ser puxado para a rede. Contudo, o tie-break foi um desastre para o britânico, que perdeu por 7-0, entregando o controlo do encontro ao campeão do Open de França.

Zverev demonstrou algumas fragilidades, especialmente à rede, onde nunca se mostrou totalmente confortável. A frustração era visível, sobretudo quando Fery conseguia vencer vários ralis de fundo de court, variando o ritmo e a velocidade dos seus golpes para quebrar o ritmo do alemão. Além disso, a pressão de aproveitar um quadro teoricamente favorável num Grand Slam parecia pesar-lhe no início do jogo.

Por outro lado, o maior problema de Fery revelou-se no segundo serviço, que foi facilmente explorado por Zverev, que disparou vencedores sem grande oposição. A falta de um plano B e o aumento dos erros permitiram ao alemão acelerar a sua vitória, que acabou por ser mais confortável do que o esperado.

Esta derrota será amarga para Fery, mas era o desfecho previsível. A tensão de disputar a sua primeira meia-final de Grand Slam num palco como Wimbledon e a súbita exposição mediática devem ter pesado no jovem britânico. No entanto, a sua carreira mudou para sempre com esta prestação, que lhe garante entrada direta nos principais torneios ATP e um salto significativo no ranking, podendo terminar 2026 no top 20 se mantiver este nível.

Zverev, por sua vez, beneficiou de alguma sorte pelo caminho, com a lesão de Taylor Fritz nos quartos de final a abrir-lhe o caminho. Agora, na final de domingo, terá uma oportunidade maior para conquistar o título e, independentemente do resultado, vai recuperar o segundo lugar do ranking mundial, ultrapassando Carlos Alcaraz na próxima segunda-feira.

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