Escândalo instalado no arranque do Mundial: a Argélia acusa a FIFA de fechar os olhos a uma agressão de Lionel Messi, que, segundo os argelinos, deveria ter sido expulso ainda na primeira parte do duelo frente à Argentina. O capitão argentino, não só permaneceu em campo como foi decisivo ao assinar um hat-trick, alimentando ainda mais a polémica em torno da arbitragem e lançando um alerta sobre o VAR, que voltou a ser alvo de duras críticas.
A selecção argelina entrou em campo para a estreia no Campeonato do Mundo determinada a surpreender, mas acabou derrotada por 0-3 diante da Argentina, num encontro disputado sob o olhar atento do árbitro polaco Szymon Marciniak e da equipa de vídeo-árbitro. O momento-chave ocorreu ao minuto 31, quando Messi, com o marcador ainda em 1-0, atingiu com os pitons a parte de trás da perna do defesa argelino Mandi. O lance não passou despercebido, tendo sido imediatamente assinalada falta, mas nem cartão amarelo nem vermelho foram mostrados ao astro do Inter Miami. Os jogadores argelinos protestaram em uníssono, exigindo a revisão no VAR, mas a equipa de arbitragem manteve-se irredutível.

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Esta situação gerou uma onda de indignação entre jogadores, adeptos e responsáveis argelinos, culminando com a apresentação de uma queixa formal à FIFA. Para a Federação Argelina de Futebol, a decisão teve impacto directo no desfecho do jogo, já que Messi, poupado à expulsão, viria a marcar mais dois golos e a garantir a vitória para os campeões mundiais em título. “Sentimo-nos claramente prejudicados. Se as regras fossem aplicadas de igual forma para todos, o resultado poderia ter sido outro”, afirmou um responsável argelino após o apito final.
A polémica não se ficou por aqui. Aos 74 minutos, novo incidente acendeu os ânimos: Alexis Mac Allister, médio do Liverpool, atingiu com o cotovelo Ibrahim Maza, que acabou por cair, visivelmente magoado. Mais uma vez, nem o árbitro nem o VAR intervieram, levando a federação argelina a incluir este lance na queixa apresentada à FIFA. “Foi mais uma situação em que a integridade do jogo ficou em causa”, sublinhou o mesmo responsável, mostrando descontentamento com o critério da equipa de arbitragem.
A importância deste protesto ultrapassa o simples resultado desportivo. A Argélia acusa a FIFA de falta de imparcialidade e exige explicações públicas, alertando para os perigos de decisões controversas em jogos de alta competição. Num Mundial já marcado por várias decisões polémicas de arbitragem, este caso reacende o debate sobre a utilização do VAR e a transparência processual nos grandes palcos do futebol mundial. Para os argelinos, o sentimento de injustiça é agravado pela influência directa que estes lances tiveram no jogo e nas aspirações da equipa na competição.
Lionel Messi, por seu lado, continua a fazer história: com o hat-trick frente à Argélia, igualou Miroslav Klose como melhor marcador de sempre em Mundiais, com 16 golos. O internacional argentino mantém-se na corrida para se isolar no topo, mas a polémica da possível expulsão perdoada não passou despercebida. Os holofotes também se viram para Kylian Mbappé, que soma já 14 golos e promete ameaçar a liderança de Messi e Klose nesta edição do torneio.
Em termos de próximos passos, a Argélia aguarda agora uma resposta formal da FIFA à sua queixa, mas é improvável que o resultado do jogo venha a ser alterado. Ainda assim, o episódio poderá forçar a FIFA a rever os procedimentos do VAR e a garantir mais transparência na comunicação de decisões em campo, sob pena de a credibilidade da competição sair gravemente comprometida. Para a Argélia, resta levantar a cabeça e preparar o próximo jogo, mas a sombra da injustiça paira sobre a equipa, que promete continuar a lutar dentro e fora das quatro linhas. A polémica está lançada e o mundo do futebol espera por respostas — e, quem sabe, por mais capítulos deste Mundial já envolto em controvérsia.
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