A derrota inesperada do Benfica em solo suíço perante o St. Gallen (2-1) abalou os adeptos encarnados e lançou dúvidas sobre o futuro imediato da equipa na temporada 2026/27. Este foi o primeiro desafio oficial da época e a estreia de Marco Silva como treinador, num desfecho que complica a luta pelo acesso à Liga Europa.
O desaire motivou críticas severas de figuras ligadas ao clube. Martim Mayer, ex-candidato à presidência do Benfica, condenou a atitude da equipa: “Falta de garra, falta de concentração e uma exibição sem alma. Será que vamos ter uma época a jogar assim? Como benfiquista, estou preocupado e nunca me irei habituar a ver o Benfica ser 'isto'. A identidade do Benfica não vem do treinador. Vem do querer. Vem do dar tudo. Vem do morrer pelo nosso emblema. Isso deve ser construído e está a ser destruído.” Para Mayer, o problema vai para além das opções técnicas e toca à essência da mentalidade do plantel.
Jaime Antunes, antigo vice-presidente do emblema lisboeta, reforçou a ideia de equipa desorganizada e sem rumo: “Jogo pobre de uma equipa desligada, sem rumo e sem liderança. Sofremos golos típicos de equipa defensivamente desorganizada. A ausência dos jogadores que estiveram no Mundial não explica que este plantel não tenha, nesta altura, capacidade para ganhar a uma equipa que possui cerca de 10% do orçamento do Benfica.” Antunes destaca a incapacidade do plantel para superar um adversário financeiramente modesto, o que torna esta derrota ainda mais incompreensível.
Por outro lado, Duarte Marques, ex-deputado, tentou relativizar a surpresa, sublinhando a qualidade do adversário: “As pessoas esqueceram-se que a Suíça já não é nada terceira liga, o Benfica apanhou uma equipa muito intensa para o início da época. O empate era mais justo mas na Luz vamos virar isto e fazer um jogo à Benfica e o Duran já vai marcar dois golos!” Marques aposta numa reviravolta no jogo da segunda mão, mostrando confiança no plantel.
Gaspar Ramos, antigo dirigente, considerou a exibição preocupante, mas manteve o optimismo quanto à eliminatória: “Foi uma exibição preocupante, mas certamente que vamos vencer a eliminatória. Contudo, Marco Silva deve ter que fazer horas extraordinárias.” A mensagem é clara: a margem de erro é mínima e o treinador terá de trabalhar intensamente para corrigir as fraquezas evidenciadas.
Este desaire na Suíça deixa o Benfica numa posição delicada, obrigando a uma resposta forte no jogo em casa para continuar a sonhar com a Liga Europa. A pressão sobre Marco Silva aumenta, e a forma como a equipa reagirá poderá definir o rumo da temporada. A expectativa está lançada para o encontro decisivo na Luz, onde os encarnados terão de provar que são capazes de recuperar a sua identidade e ambição.
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