O Benfica está à deriva, refém de decisões alheias e sem rumo próprio. A gestão do emblema encarnado na última temporada foi um espetáculo de indecisão, amadorismo e submissão a forças externas, num cenário que envergonha qualquer adepto minimamente exigente. Afinal, num clube com a história e dimensão do Sport Lisboa e Benfica, quem manda verdadeiramente são outros.
O futebol profissional do Benfica, agora sob o comando de Rui Costa, vive uma crise de identidade profunda. A equipa técnica, liderada por José Mourinho, foi alvo de críticas internas e externas desde o início do campeonato 2025-2026, mas quem deveria tomar decisões firmes parece ter perdido o controlo do barco. A grande questão que pairou durante meses foi se Mourinho continuaria no comando ou se haveria uma revolução no plantel, com várias saídas e entradas, algo que nunca foi claramente definido pelo clube.

O MUNDIAL 2026 VIVE-SE COM A LEGO
No meio deste turbilhão, a única certeza foi a dependência do Benfica em relação a José Mourinho — não só pelo contrato que ainda o liga ao clube, mas também pela proposta de renovação que ficou pendente, condicionada a acontecimentos que nada têm a ver com o clube da Luz. O que aconteceu? O futuro do Benfica passou a estar nas mãos do presidente do Real Madrid, Florentino Pérez.
Sim, leu bem. Quem escolheu o próximo treinador do Benfica foi Florentino Pérez. Quem definiu o rumo da equipa para a temporada 2026-2027 foi o líder do Real Madrid. Um cenário surreal, que revela a fragilidade extrema da liderança de Rui Costa. O presidente encarnado, figura central numa instituição centenária e de renome mundial, mostrou-se incapaz de assumir o comando da sua própria casa. Em vez disso, permitiu que um rival histórico ditasse os destinos do clube.
Florentino Pérez, ao assumir erros, convocar eleições antecipadas e sair vitorioso, demonstrou uma força que Rui Costa não conseguiu igualar. A gestão do Benfica ficou marcada pela incerteza e pela passividade, incapaz de traçar um projeto claro, ou sequer de definir quem devia estar à frente da equipa técnica. Rui Costa não soube, ou não quis, decidir por onde o Benfica deveria ir nem com quem deveria ir. E essa indecisão custou caro.
Hoje, a verdade é esta: o Benfica já não está refém de Mourinho graças a Florentino Pérez e não a Rui Costa. Uma humilhação para um clube que devia ser dono do seu próprio destino. O Benfica gerido de fora para dentro expôs a incapacidade de liderança e a falta de visão estratégica de quem está ao comando, deixando os adeptos frustrados e o futuro da equipa envolto em dúvidas. Se esta é a direção que o Benfica quer seguir, os próximos tempos prometem ser ainda mais turbulentos para as águias.
AGORA PODE ACOMPANHAR O MUNDIAL DE FUTEBOL COM TODA INFORMAÇÃO – AQUI
“””