O futuro de Anatoliy Trubin no Benfica está mais incerto do que nunca: a SAD encarnada já definiu o valor de venda do guarda-redes ucraniano e prepara-se para um verão escaldante no mercado de transferências. O internacional ucraniano, que se destacou esta temporada no Estádio da Luz, foi colocado na montra e o preço está fixado em 40 milhões de euros, mas há um detalhe que complica as contas: o Shakhtar Donetsk terá direito a 40 por cento da mais-valia numa futura transferência.
A administração liderada por Rui Costa está a ponderar todas as hipóteses para maximizar o retorno financeiro numa eventual saída de Trubin, cujo rendimento despertou a cobiça de vários tubarões europeus. O Benfica, atento ao interesse crescente por parte de clubes da Premier League e da Bundesliga, não pretende abrir mão do seu titular por menos do que o valor estabelecido. No entanto, qualquer negócio implica fazer contas rigorosas, pois o Shakhtar Donetsk, clube de onde Trubin foi contratado, garantiu uma fatia significativa dos lucros de uma futura venda, dificultando ainda mais as negociações e exigindo perícia negocial do lado encarnado.

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O impacto desta decisão é colossal para o planeamento do Benfica na próxima época, sobretudo numa altura em que o clube procura equilibrar as finanças e reforçar o plantel para atacar todas as frentes, nacionais e internacionais. Trubin, de apenas 22 anos, chegou à Luz no início da época e rapidamente se tornou uma peça fundamental na baliza, somando exibições de alto nível e garantindo pontos preciosos. Uma eventual saída obrigaria a SAD a agir rapidamente no mercado para garantir um substituto à altura, ao mesmo tempo que procura optimizar os ganhos financeiros, algo crucial para o cumprimento das regras do fair-play financeiro da UEFA.
Numa entrevista recente à imprensa ucraniana, Trubin não escondeu a ambição de dar o salto para um campeonato de topo: “O Benfica foi um passo importante na minha carreira, mas todos os jogadores sonham em jogar nas melhores ligas do mundo”, afirmou o guarda-redes, deixando claro que uma transferência não está fora dos seus planos. Fontes próximas da SAD confirmaram que, apesar do desejo de manter o jogador, “ninguém é intransferível quando chega uma proposta irrecusável”, sublinhando o equilíbrio delicado entre as ambições desportivas e a necessidade de realizar receitas.
Os adeptos benfiquistas dividem-se entre a confiança no projecto do clube e o receio de ver sair um dos melhores guarda-redes dos últimos anos, ainda por cima quando a percentagem a favor do Shakhtar Donetsk reduz o potencial encaixe. O director desportivo, numa conversa informal com jornalistas após o último jogo da Liga, reforçou a ideia de que “o Benfica está preparado para qualquer cenário, mas só deixará sair Trubin pelas condições que forem vantajosas para o clube”. Esta postura intransigente revela a importância do dossiê Trubin para a estratégia encarnada neste defeso.
Com o mercado de transferências prestes a abrir oficialmente, espera-se uma autêntica guerra de bastidores entre clubes interessados e a SAD encarnada, que tentará levar o valor da venda ao limite, mesmo com a inevitável fatia do Shakhtar. O futuro de Trubin promete ser um dos temas quentes do verão, com impacto direto na baliza do Benfica e nas contas do clube. Caso se concretize a venda, os encarnados terão de agir rápido para garantir um novo número um e manter intactas as ambições desportivas para 2024/25, ao mesmo tempo que procuram reinventar-se financeiramente num contexto de grande exigência e competitividade.
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