Carlos Queiroz assume desafio monumental como selecionador do Gana

Partilhar

Carlos Queiroz assume comando dos Black Stars: «É o maior desafio da minha vida» e promete revolucionar o futebol ganês

O futebol africano acaba de receber uma notícia bombástica: Carlos Queiroz, um dos treinadores portugueses mais experientes e respeitados no panorama internacional, foi oficialmente apresentado como o novo selecionador do Gana. Aos 73 anos, o técnico chega com um currículo invejável e uma ambição feroz de levar os Black Stars a novos patamares, desafiando os limites do futebol africano.

Queiroz, que recentemente deixou o comando da seleção do Omã, assume agora a sua nona seleção nacional, com uma vasta experiência em fases finais de Campeonatos do Mundo. Com quatro presenças no Mundial – Portugal em 2010, Irão em 2014, 2018 e 2022 – este será o seu quinto Mundial, igualando o lendário Bora Milutinovic. Só o brasileiro Carlos Alberto Parreira tem mais edições disputadas, com seis. Este facto sublinha a dimensão do desafio que agora enfrenta.

«É o maior desafio da minha vida, por várias razões», afirmou o treinador na sua apresentação oficial. «Treinar o Gana será uma honra e a responsabilidade é enorme. Este é o maior desafio porque é o próximo. O foco é ganhar o próximo jogo e os seguintes. Sei que no Gana não se espera outra coisa que não ganhar, por isso, este é o maior desafio», acrescentou, mostrando-se plenamente consciente da exigência que o cargo implica.

Carlos Queiroz não esconde a pressão que existe sobre esta seleção, que tem nos Black Stars uma das grandes potências do futebol africano. O melhor resultado do Gana num Mundial foi em 2010, quando alcançaram os quartos de final. Desde então, a equipa não conseguiu repetir esse feito. Questionado sobre a possibilidade de não conseguir repetir ou superar esse marco, o técnico português foi categórico: «Um grande senhor ensinou-me muitas coisas e uma delas tenho sempre presente no futebol: não existe falhanço. O que existe é oportunidade para ser melhor. Nelson Mandela disse-me um dia: “Carlos, nunca perdemos. Ou ganhamos ou aprendemos.” Por isso, não tenho medo de nada. Se trabalharmos e acreditarmos, vamos estar preparados.»

A ligação emocional de Queiroz ao continente africano é profunda, tendo também passado pela seleção da África do Sul, onde aprendeu lições valiosas que agora quer aplicar no Gana. «Olhando para o talento, estou confiante e acredito que teremos uma grande equipa para subir ao relvado. O meu trabalho é fazer com que, quem mereça, esteja na seleção. Pois, o peso da camisola é de 20 gramas no balneário e de 20 quilos assim que se entra em campo», reforçou, destacando a responsabilidade e o orgulho que a camisola dos Black Stars representa.

Além da ambição desportiva, Queiroz já manifestou o desejo de construir um projeto de longo prazo no Gana. «Desejo, sonho, espero, que depois da nossa performance o presidente da Federação esteja feliz. Se me oferecerem uma renovação do contrato, está tudo bem. Não me importo de ficar no Gana o resto da minha vida», revelou, tornando claro que está pronto para um compromisso duradouro.

A chegada de Carlos Queiroz ao Gana promete agitar o futebol africano e coloca os Black Stars numa rota ambiciosa rumo à glória. Com a experiência e a determinação do técnico português, a expectativa é que a seleção ganesa volte a brilhar no cenário mundial, fazendo jus ao seu histórico e aos sonhos de milhões de adeptos. O maior desafio da sua vida começa agora, e o mundo vai estar atento.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.


Discover more from Apito Final

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Tabela de Conteúdos

Mais Notícias

Outras Notícias