Diego Costa, um dos atacantes mais emblemáticos da história do futebol espanhol, abriu o coração numa conversa reveladora com o seu antigo colega Mario Suárez, relembrando os emocionantes e intensos duelos que travou com os defensores de dois dos maiores clubes do mundo: o Barcelona e o Real Madrid. O que se seguiu foi uma verdadeira viagem no tempo, onde Costa não poupou detalhes sobre a rivalidade que o marcou durante a sua passagem pelo Atlético de Madrid.
Falando no podcast, Costa destacou a peculiar abordagem dos centrais do Barcelona, Carles Puyol e Gerard Piqué. “Davam-me uma porrada e pediam-me desculpa. Eu dizia-lhes: 'Não me peçam desculpa, por favor. Eu quero é que me insultem'”, revelou o avançado, traçando um perfil dos defensores que, apesar da dureza em campo, mostravam um lado mais humano após os confrontos. O jogador admitiu que, enfrentá-los era uma tarefa árdua, admitindo que “era muito difícil jogar contra o Barcelona, só se defendia”.
Em contraste, a interação com a dupla do Real Madrid, composta por Sergio Ramos e Pepe, era marcada por uma rivalidade mais intensa e emocional. “Dentro do campo, dávamo-nos mal. São homens, eles queriam defender o deles e eu o meu. Tudo ficava no campo. No final, pedíamos sempre desculpa um ao outro”, recordou Costa, evidenciando como o ambiente competitivo moldava as relações entre jogadores adversários, mesmo que a rivalidade fosse feroz.
O ex-atacante do Atlético também não deixou de recordar a época de ouro de 2013/14, quando o seu clube conquistou a LaLiga, mas viu o sonho da UEFA Champions League esvair-se na final contra o Real Madrid, marcada por um gol dramático de Sergio Ramos aos 90+3 minutos. “Tinha de forçar para jogar contra o Barcelona. Tínhamos lutado tanto para ganhar aquela Liga… a final da Champions era-me igual, eu queria era ganhar aquele jogo”, afirmou Costa, revelando que a vitória no campeonato era a sua prioridade máxima.
A conversa levou Costa a revisitar um momento doloroso da sua carreira: a lesão que o afastou da final da Champions. O atacante recordou o controverso tratamento que recebeu em Belgrado, onde se submeteu a um suposto tratamento com placenta de cavalo. “Agora, acho que foi mentira. A final começou, fiz três sprints e senti uma picada. Esperei um pouco, mas não havia maneira de passar. Tive de pedir a substituição”, lamentou, mostrando que a frustração de não ter podido ajudar a sua equipa na hora decisiva ainda o persegue.
Com estas declarações, Diego Costa não só reviveu memórias marcantes da sua carreira, como também ofereceu uma perspetiva fascinante sobre a mentalidade competitiva que reina entre os grandes do futebol. A rivalidade que viveu em campo, as lesões e as conquistas, tudo faz parte da narrativa de um jogador que deixou uma marca indelével na história do desporto.
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