Espanha responde às críticas com goleada à Arábia Saudita no mundial

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Quatro golos sem resposta e uma recuperação impressionante de orgulho e ambição: a Espanha deu este domingo uma resposta contundente às críticas, esmagando a Arábia Saudita por 4-0 e relançando-se no Mundial de 2026. Depois de uma estreia cinzenta, com um empate desinspirado frente a Cabo Verde, a equipa de Luis de la Fuente entrou em campo de olhos postos na reabilitação e não deixou margem para dúvidas quanto às suas intenções de ir longe na competição.

O encontro, realizado em solo norte-americano, marcou a primeira vitória da Roja na fase de grupos do Campeonato do Mundo, com destaque absoluto para Mikel Oyarzabal, que em apenas 24 minutos somou dois golos e uma assistência, e para o jovem prodígio Lamine Yamal, autor do primeiro golo do desafio. A exibição foi dominadora desde o apito inicial, com a Espanha a controlar todos os momentos do jogo e a evidenciar uma superioridade táctica e técnica esmagadora perante uma Arábia Saudita incapaz de contrariar o caudal ofensivo espanhol.

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Este resultado assume particular importância, não só porque devolve confiança a uma equipa que vinha de um empate frustrante, mas também porque reacende as esperanças dos adeptos espanhóis numa campanha vitoriosa. A goleada coloca a Espanha numa posição muito mais confortável para atacar os próximos jogos do grupo e silencia, pelo menos temporariamente, os críticos que questionaram a qualidade e a ambição da selecção após o desaire inicial. Para De la Fuente, este triunfo serve de resposta e de afirmação perante as dúvidas que pairavam sobre o balneário.

No final do encontro, o seleccionador espanhol não escondeu o alívio e o orgulho pela exibição dos seus jogadores. “Esta equipa tem uma margem de evolução excecional. Estamos felizes por recuperar o ritmo e corrigir aspetos do nosso jogo que não funcionaram no outro dia [0-0 com Cabo Verde]. Isso deve-se à atitude e à ambição desta equipa. O orgulho dos jogadores tinha sido ferido. Os comentários de que foram alvo incentivaram-nos a reagir. Fizemos uma ótima 1.ª parte. A 2.ª foi diferente, mas fizemos uma exibição muito positiva, que nos dá tranquilidade e confiança”, afirmou De la Fuente, salientando ainda a influência de Oyarzabal: “Quem percebe de futebol valoriza muito [o Mikel Oyarzabal]. O impacto dele na seleção é enorme. Provavelmente, não há outro jogador no mundo com tamanha influência numa seleção. Hoje, conseguiu 2 golos e uma assistência em 24 minutos. Defendo o Mikel – e adoraria que as pessoas em Espanha fizessem o mesmo –, porque pode entrar para a história da seleção”.

A gestão de Lamine Yamal foi outro dos temas abordados pelo seleccionador, que explicou: “A substituição estava planeada ao intervalo. A contribuição dele foi exatamente o que precisávamos para podermos contar com ele em todo o próximo jogo. Voltou em perfeitas condições, assim como o Nico Williams. O próximo que precisa de recuperar é o Víctor Muñoz”. A preocupação com o equilíbrio físico do plantel denota a preparação minuciosa para o calendário exigente da competição.

Do lado dos protagonistas em campo, Mikel Oyarzabal destacou a importância do coletivo e afastou qualquer necessidade de provar o seu valor individual: “No outro dia [0-0 com Cabo Verde], não toquei tanto na bola nem tive uma participação tão ativa. Estou feliz. Penso sempre no sucesso da equipa. Não precisava de provar nada. Sinto-me querido e valorizado pelos meus companheiros e pelo selecionador. Isso é o mais importante. Haverá sempre comentários vindos de fora sobre o nosso desempenho, mas mantemos a calma”, sublinhou o avançado da Real Sociedad, mostrando maturidade e foco nos objetivos da selecção.

Em sentido inverso, a Arábia Saudita saiu resignada do relvado, com o técnico Georgios Donis a reconhecer as debilidades da sua equipa perante um adversário de outro calibre. “Defrontámos uma das melhores seleções mundiais. Decidimos jogar com uma linha de cinco defesas, num bloco baixo, e tentar ser o mais seguros possível. Não defendemos bem. Não fomos sólidos o suficiente para conter a Espanha perto da nossa área. Cometemos muitos erros”, lamentou o treinador grego, acrescentando: “Quando adotamos um bloco baixo, é preciso sermos muito sólidos. Esse foi o nosso principal problema. Já tínhamos visto essas dificuldades com o Uruguai na 2.ª parte”.

Para a Espanha, este triunfo serve de tónico e de aviso à concorrência: a Roja está viva, motivada e com o orgulho restaurado. O próximo encontro será determinante para consolidar a recuperação e garantir a passagem à fase seguinte. O plantel demonstra sinais claros de evolução e ambição, e a confiança está de regresso ao balneário. Nos bastidores, cresce a expectativa em torno da prestação de Oyarzabal e do impacto que os jovens talentos, como Yamal, poderão ter no desenrolar do Mundial. Para a Arábia Saudita, resta agora tentar corrigir os erros, recuperar animicamente e preparar o próximo desafio, consciente das fragilidades expostas diante de uma das selecções mais poderosas do torneio.

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