Florentino Pérez revela arrependimento pela saída de Xabi Alonso

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Florentino Pérez admite erro grave na gestão do Real Madrid: Xabi Alonso foi uma aposta falhada que custou caro ao clube

O Real Madrid está em plena crise interna e o seu presidente, Florentino Pérez, não esconde a frustração com a temporada que se aproxima do fim sem grandes conquistas. Numa análise interna inédita, o líder máximo dos merengues assume a sua responsabilidade na escolha de treinadores e não poupa críticas à gestão do banco, especialmente no caso de Xabi Alonso, demitido em janeiro, e Álvaro Arbeloa, que também não continuará no comando técnico após o término da La Liga.

Segundo informações avançadas pelo jornal ABC, Florentino reconhece que a nomeação de Xabi Alonso, antigo internacional espanhol e figura carismática, foi um erro pessoal. A aposta do clube nas suas capacidades como treinador durou apenas dez meses e não correspondeu às expectativas de sucesso. A sua demissão foi tardia, com o presidente a admitir que gostaria de ter tomado a decisão logo após a derrota por 1-2 contra o Celta em dezembro, mas só em janeiro, após uma nova derrota contra o Barcelona na final da Supertaça de Espanha (3-2), é que a saída foi concretizada.

Álvaro Arbeloa, que assumiu o comando técnico na sequência da saída de Xabi, também não escapou à análise crítica de Pérez. Apesar do carinho especial e do reconhecimento pelo trabalho desenvolvido, o presidente lamenta que a equipa não tenha melhorado significativamente sob o seu comando. Os números são claros: sete derrotas em 21 jogos, um registo de 33% de derrotas que é considerado inaceitável para um clube da dimensão do Real Madrid.

A eliminação precoce da UEFA Champions League aos pés do Bayern Munique foi o golpe final que praticamente condenou a época a terminar sem títulos de relevo, num cenário que repete o insucesso da temporada anterior. As conquistas da Taça Intercontinental e da Supertaça Europeia em 2024/25 passaram quase despercebidas, sendo consideradas troféus de menor prestígio e insuficientes para satisfazer os ambiciosos objetivos do clube.

Florentino Pérez, porém, isenta os jogadores de culpa nesta fase complicada. O presidente acredita firmemente que o plantel possui qualidade suficiente para alcançar um rendimento muito superior ao demonstrado até agora. A grande esperança para reverter esta situação passa pela contratação de um treinador de renome mundial, capaz de extrair o máximo potencial da equipa. Entre os nomes em discussão nos bastidores de Valdebebas estão figuras sonantes como Jürgen Klopp, Mauricio Pochettino, Didier Deschamps e José Mourinho. A decisão final, no entanto, caberá exclusivamente a Florentino, que pretende controlar totalmente o processo, embora continue a consultar o seu círculo de confiança, incluindo José Ángel Sánchez e Anas Laghrari.

Quanto ao plantel, o presidente não prevê uma revolução completa, mas sim reforços cirúrgicos. O foco estará no eixo da defesa, na lateral-direita e no meio-campo. Estão planeados regressos importantes, como os de Nico Paz, Víctor Muñoz (recomprado) e Endrick, que volta após empréstimo ao Lyon. Por outro lado, alguns jogadores deverão sair, seja por empréstimo – caso de Mastantuono – ou por venda com opção de recompra, como Gonzalo. O clube pretende também realizar encaixes financeiros com as transferências de Asencio, Camavinga, Ceballos e Fran García, mas mantém a política de não forçar a saída de jogadores com contrato, cenário que tem limitado o mercado, face à vontade de permanência de craques recentes como Bale, Isco, Hazard, Mariano e Vallejo.

Florentino Pérez acredita que ainda há tempo para corrigir o rumo da temporada e que o Mundial poderá ser decisivo para algumas decisões futuras. Em breve, o presidente poderá ainda surpreender com uma intervenção pública para fazer um balanço claro da época, embora o formato dessa comunicação — seja conferência de imprensa, entrevista ou comunicado oficial — continue a ser uma incógnita.

A temporada do Real Madrid entrou numa encruzilhada decisiva e o futuro do clube passa, inevitavelmente, pela gestão criteriosa do banco e pela capacidade de Florentino Pérez em retomar o controlo absoluto, corrigindo erros do passado e preparando um futuro mais promissor para os merengues. A saída de Xabi Alonso já é encarada como um arrependimento que custou caro, e a próxima época será crucial para provar que o gigante espanhol ainda pode voltar a reinar na Europa.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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