Frederico Varandas, o presidente do Sporting, não deixou passar em branco as recentes críticas do FC Porto, dando uma resposta contundente e cheia de convicção durante uma declaração em Alcochete. As suas palavras ressoam como um eco de indignação, desafiando a narrativa que o rival tem promovido e colocando a nu o que considera um “chorrilho de mentiras”.
“Vou focar-me em dois pontos. Um é muito direto, fala em mais um lance no jogo do Sporting-Famalicão. Curiosamente, esse lance, coisa rara no futebol português, em todos os comentadores na análise desportiva, teve decisão unânime. Todos consideram que a decisão foi a correta. O segundo ponto, insinuam que o Sporting tem peões numa Comissão Não Permanente de Arbitragem. Já esclareci esse assunto, mas interessa insistir na mentira. E vou voltar a explicar: estes órgãos sociais da federação foram eleitos com o apoio do FC Porto. Em maio, antes da época começar, foram criadas 19 comissões. Que são o quê? Grupos de reflexão. Não reportam ao CA, não reportam ao CD, não têm poder deliberativo. A federação convidou os 84 delegados, onde estão os clubes profissionais, as comissões de trabalho. O Sporting inscreveu-se. Mas não é que o FC Porto também se inscreveu? Havia comissões de arbitragem, competições, futebol jovem, jogadores, treinadores. Quem escreve este comunicado sabe que está a mentir. O intuito deste comunicado não é informar. É simplesmente desviar atenções”, afirmou Varandas, mostrando-se firme na defesa do seu clube.
Varandas não se ficou por aqui e também abordou o recente clássico no Estádio do Dragão. Ele expressou o seu descontentamento pela falta de respostas sobre os incidentes ocorridos durante o jogo. “Porque não lhes interessa falar do que tem de ser falado. Mais uma vez, esperei uns dias para ver se havia alguma resposta, algo que explicasse o sucedido no FC Porto-Sporting. E vou dar de barato o facto da comitiva entrar, passar junto a adeptos que, bastava ter sido recolhida a manga, e não estavam a ofender, insultar e ameaçar os jogadores, o presidente, o staff e o treinador. Não estou a falar do ar condicionado, da decoração do balneário. Isso para mim é pouco relevante”, sublinhou, evidenciando a sua preocupação com a segurança da sua equipa.
No que se refere à polémica dos “beijinhos” trocados com adeptos do FC Porto, Varandas foi claro: “Não foi provocatório. Ensinaram-me desde pequenino que a melhor resposta ao ódio é o amor. Só isto. Em relação a esses três episódios, dou de barato. Até motiva as equipas adversárias, demonstra pequenez e caráter pouco nobre.” O presidente do Sporting salienta que a dignidade e o respeito são fundamentais nos confrontos, independentemente da rivalidade.
Varandas não hesitou em criticar a forma como a comunicação do FC Porto tem abordado os acontecimentos. “Os comunicados, que são um chorrilho de mentiras, e têm sido desde o jogo do FC Porto, têm um só objetivo: não falar-se do que interessa. E o que aconteceu às toalhas do Rui Silva? Foram precisas três toalhas. Nunca vi isto. Roubaram duas vezes as toalhas do guarda-redes durante o jogo. E a partir do golo do FC Porto, todos os apanha-bolas retiram os cones e as bolas. E isto, meus senhores, já não se vê na Europa periférica. Vê-se em África só”, concluiu, deixando claro que estas situações não são meras coincidências, mas sim reflexões de um ambiente que precisa de ser urgentemente revisto.
Varandas, com uma postura assertiva, reafirma a sua intenção de proteger a imagem e os interesses do Sporting, enquanto desafia o FC Porto a abordar as questões de forma transparente e responsável. O clima de tensão entre os dois clubes promete esquentar ainda mais à medida que a temporada avança e as rivalidades se intensificam.
