Joan Laporta explode contra arbitragem após eliminação do Barcelona na Champions: «Vergonha intolerável!»
O presidente do FC Barcelona não conseguiu conter a fúria depois da pesada eliminação nos quartos de final da UEFA Champions League, apesar da vitória tangencial por 2-1 frente ao Atlético de Madrid. Joan Laporta disparou sem rodeios contra a equipa de arbitragem, acusando-a de prejudicar flagrantemente o clube catalão e classificando a atuação como uma «vergonha intolerável».
O confronto, que deveria ter sido uma celebração do futebol de alto nível, transformou-se num pesadelo para o Barça, muito por culpa das decisões polémicas do árbitro francês Clément Turpin e dos responsáveis pelo VAR, Jérôme Brisard e Willy Delajod, também franceses. Laporta não poupou críticas, afirmando com veemência: «A arbitragem de ontem, tanto a de campo como a do VAR, foi uma vergonha. É intolerável o que nos fizeram.»
Recordando a primeira mão da eliminatória, o líder blaugrana relembrou ainda erros graves que, na sua opinião, definiram o destino do clube: «Na primeira mão já não nos assinalaram um penálti claro e expulsaram-nos um jogador por uma ação que era para amarelo.» Laporta não hesitou em enumerar os episódios que, segundo ele, tiraram justiça ao Barcelona. Destacou, entre outros, a expulsão de Eric Garcia aos 79 minutos – um lance que, garante, não justificava o cartão vermelho: «O Eric não era o último homem porque o Koundé podia chegar. O árbitro mostrou o amarelo, que era o correto, e o VAR fê-lo retificar.»
Além disso, o presidente defendeu o golo de Ferran Torres, que foi anulado, e criticou duramente a não marcação de um penálti sobre Dani Olmo: «O penálti sobre o Olmo era penálti, a agressão ao Fermín foi intolerável. Abriram-lhe a cara, levou com os pitons da chuteira no lábio superior e só levou um cartão…»
O ambiente ficou ainda mais tenso com a resposta da UEFA à queixa formal apresentada pelo Barcelona após o jogo da primeira mão. Laporta mostrou-se indignado com a postura do organismo máximo do futebol europeu: «Não é admissível apresentar uma queixa e a resposta ser que a queixa não era admissível. O que o Barça está a fazer é pedir explicações sobre o porquê de a queixa não ser admissível. Vamos apresentar outra. É uma vergonha, intolerável.»
Para fechar, o presidente azul-grana fez um desabafo direto contra os críticos que acusam o Barcelona de ser beneficiado pelas arbitragens: «São uns sem-vergonha. Dizer que os árbitros favorecem o Barça é de sem-vergonha. Basta olhar para esta eliminatória da Champions. É uma vergonha e ninguém acredita nisso.»
Na zona mista, o sentimento de revolta era transversal. Raphinha, figura chave da equipa, não hesitou em usar a palavra «roubo» para descrever o que considerou ser uma injustiça evidente contra o Barcelona.
Este episódio promete prolongar-se, com o Barcelona determinado a lutar até às últimas consequências para que a sua voz seja ouvida e a justiça restabelecida. A polémica está instalada e pode abalar os alicerces da UEFA se não forem tomadas medidas claras e transparentes. O futebol, tal como os adeptos o conhecem, merece um espetáculo limpo e justo – algo que, ontem, ficou muito longe do que se viu em campo.
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