Na emocionante disputa entre FC Porto e Benfica, a análise do ex-árbitro Pedro Henriques trouxe à luz uma série de lances controversos que podem ter influenciado o resultado da partida. Com um olhar atento, Henriques destacou momentos cruciais que geraram debates acalorados entre jogadores e adeptos, especialmente a questão de um possível penálti em Rodrigo Mora sobre Leandro Barreiro.
Logo aos 3 minutos, o árbitro conseguiu gerir com calma duas situações fora do terreno de jogo, onde Kiwior empurrou Prestianni, que, ao sentir o contacto, caiu de forma exagerada. Em seguida, um lance de lançamento lateral viu Dedic agarrar Borja Sainz, resultando em um toque pedagógico do árbitro, que optou por advertências verbais em vez de sanções disciplinares.
Aos 11 minutos, um remate de Sidny Cabral resultou em um desvio acidental que levou a bola a tocar no braço de Pablo Rosário, mas, segundo Henriques, não houve razão para a marcação de penálti. Já aos 15 minutos, o golo de Bednarek foi considerado legal, uma vez que ambos os jogadores estavam em luta pela posição, sem cometerem falta.
O jogo continuou a ser marcado por contactos físicos, mas Henriques destacou que, até ao minuto 26, não havia razões para sancionar qualquer falta, mesmo após um contacto lateral entre Pepê e Sidny Cabral. A defesa de Diogo Costa aos 35 minutos foi outro momento que gerou discussão, mas o ex-árbitro confirmou que o contacto foi normal e fruto do movimento dos jogadores.
Um ponto crítico foi a adição de sete minutos de tempo extra, justificada por paragens para assistência médica a jogadores, mostrando que o jogo foi intenso e exigiu bastante dos intervenientes. No entanto, a tensão aumentou quando, aos 68 minutos, Pepê cometeu uma falta tática ao rasteirar Dedic, seguido de um cartão amarelo para Tomás Araújo por agarrar Samu.
A partir dos 76 minutos, o clima de incerteza aumentou. Henriques apontou um lance duvidoso que deixou os adeptos e jogadores em suspenso, uma vez que o VAR teria que ter certezas absolutas para intervir, e as imagens disponíveis não eram conclusivas. A falta de clareza sobre um possível pisão que poderia resultar em penálti deixou muitos a questionar a eficácia da arbitragem.
Os cartões amarelos continuaram a ser mostrados, com Gabri Veiga a ser advertido mesmo após ter sido substituído, e Rodrigo Mora a parar um contra-ataque de forma imprudente, resultando em mais uma sanção. A exibição do árbitro Fábio Veríssimo foi avaliada em 5, refletindo as dificuldades em gerir um jogo tão tenso, marcado por protestos e comportamentos antidesportivos.
No final da partida, Leandro Barreiro, em protesto, dirigiu-se ao árbitro, evidenciando a frustração que permeava o jogo e deixando no ar a dúvida sobre as decisões tomadas ao longo dos 90 minutos. Com tantas situações polémicas, a pergunta que fica é: o que poderia ter sido diferente se o árbitro tivesse assinalado o penálti em Mora? A rivalidade entre FC Porto e Benfica promete continuar a gerar polémica e emoção nas próximas jornadas, mantendo todos os adeptos à espera do que está por vir.
